| Saúde pública versus Eduardo Campos |
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| Saúde |
| Edilson Silva |
| Qua, 01 de julho de 2009 11:57 |
Edilson Silva
A resposta do governo Eduardo Campos às justas e inadiáveis reivindicações dos servidores da saúde em greve foi de uma irresponsabilidade digna de quem não tem nenhum interesse em combater o caos em que se encontra a saúde pública em nosso estado. Eduardo Campos mandou cortar os salários e os vales-transporte de todos os servidores da área. Uma provocação em forma de truculência, um desrespeito ao direito de greve dos trabalhadores e aos setores organizados da sociedade que tentam participar da vida política do país através de sua auto-organização. O governo atual, com esta medida, assemelha-se ao anterior, tratando os movimentos sociais na base da força e da asfixia. O que virá depois, o corte da consignação dos sócios do SINDSAÚDE, a exemplo do que o governo Jarbas/Mendonça fez com o SINDIFISCO e o SINTEPE? Os servidores da saúde em greve merecem e precisam de todo apoio da população pernambucana nesta luta desigual, pois se debatem em defesa de uma saúde pública com um mínimo de qualidade para o conjunto da população. É esta solidariedade e apoio que o PSOL vem levando às categorias em greve, marchando junto pelas ruas de Recife, como fizemos hoje após a assembléia, chamando a atenção da população para a grave situação pela qual estão passando. O governo Eduardo Campos precisa rever imediatamente esta medida insana de corte dos salários dos servidores e ao mesmo tempo buscar construir as condições para abrir um canal produtivo de negociação com os sindicatos, nem que seja numa perspectiva de gradativamente atender às demandas, mas é preciso uma sinalização clara do governo de que os servidores terão uma porta de saída para as duras condições em que são obrigados a trabalhar, condições em muitos casos desumanas. A situação da saúde pública em nosso estado é um caso de calamidade pública, de emergência, e para estes casos a desculpa de que não há recursos tem o mesmo efeito de uma renúncia às funções de governar. Eduardo Campos sabia das condições desta área quando prometeu as soluções. A sociedade agora lhe cobra publicamente.
Edilson Silva é presidente do PSOL/PE
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