Revista Socialismo e Liberdade
Revista Socialismo e Liberdade - Nº 2 PDF Imprimir E-mail
Secretaria de Comunicação   
Qui, 27 de agosto de 2009 10:11

Pois é, camaradas. Passo a passo, vamos consolidando a publicação oficial da Fundação Lauro Campos, a revista 'Socialismo e Liberdade', com o lançamento deste segundo número (terceiro, de fato, se consideramos o experimental, editado por ocasião do Fórum Social Mundial). E vamos consolidando-a em um momento especial - mês de realização do nosso II Congresso Nacional -, nosso encontro maior, evento destinado à reflexão e deliberação sobre balanço e passos futuros de nosso partido.

Pelos autores e pelos temas abordados, todos poderão sentir que nossa preocupação maior foi exatamente apresentar uma publicação correspondente ao clima que toda a militância estará vivendo: uma publicação que servisse de instrumento realmente eficaz para a consolidação teórica de propostas que venham resultar dos debates certamente muito intensos que o Congresso abrigará.

Nossas tarefas não serão fáceis. A conjuntura opera contra nós, na medida em que a combate parlamentar da direita reacionária - voltado apenas para a conquista do aparelho do Estado, mas mantendo as linhas-mestras da administração lulista - dão ao PT espaços para se afirmar como esquerda viável, até para amplos setores interessados numa transformação qualitativa da realidade político-social brasileira. A falsidade ideológica se consolida em função do apoio irrestrito que os segmentos hegemônicos do grande capital - sistema financeiro, agronegócio e exportadores de matérias-primas - não negam a Lula, na contrapartida de todos os privilégios tributários que lhes são concedidos. Por cima disso, há o efeito devastador do assistencialismo bolsista, a bica de favela dos tempos atuais. Assistencialismo que não torna menos miseráveis as camadas mais desassistidas da população, mas que lhes sacia a necessidade imediata de sobrevivência. O que torna mais fácil, para as burocracias da CUT e da UNE, mergulharem na "corajosa" omissão de mobilizações do mundo do trabalho contra a ordem estabelecida.

É neste contexto que nos tornamos necessários, mesmo que a grande mídia tudo faça para nos ocultar. É neste contexto que a produção de pensamento alternativo se torna obrigatória para a prática política da esquerda que não foi cooptada nem se corrompeu.

Do artigo de Leandro Konder, tratando da importância da teoria na elaboração política de um partido voltado para o objetivo estratégico do socialismo , aos quadrinhos de Maringoni, retratando o comportamento de Marinho Mesquita, o cidadão senso-comum, dominado e alienado pelo que lhe impõe a visão conservadora da grande mídia, nosso leitor tem múltiplas oportunidades de se inteirar, direta e indiretamente, de alguns dos grandes clássicos do pensamento revolucionário.

Marx, Lênin, Trotsky, Rosa de Luxemburgo, Gramsci, Mariátegui circulam pelas páginas, tanto por textos próprios quanto pelas análises abalizadas e consistentes de José Paulo Neto, Atílio Boron, Ricardo Antunes, Silvia Santos, Jefferson Moura e Leila Escorsim.

Mas não ficamos nos clássicos, embora clássico seja tudo que Plínio Arruda Sampaio produza sobre política agrária e revolução. Há ainda aportes essenciais de nosso senador José Nery, tratando da grilagem e privatização das terras públicas da Amazônia; de Robério Paulino, sobre a forma privilegiada como o governo Obama premiou o grande capital após todas as ilegalidades em que sua ação predatória se manifestou na busca do lucro pantagruélico; e de Luiz Araujo, sempre inovador na discussão sobre politica educacional.

Fica para o fim o agradecimento especial a dois, sempre presentes, combatentes do nosso partido, sem os quais não seria possível produzir este número de 'Socialismo e Liberdade' - Sérgio Granja, o eficiente editor do portal da Fundação Lauro Campos, que cuidou da organização dos textos, e Jackson Anastácio, fotógrafo e artista plástico, responsável não só pela criativa capa como também por toda a diagramação da revista, numa exemplar ação militante.

Que o Congresso do PSOL resulte em passos profícuos no nosso futuro de lutas.

Milton Temer
Presidente da Fundação Lauro Campos

Última atualização em Ter, 22 de dezembro de 2009 15:05
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Revista Socialismo e Liberdade - Nº 1 PDF Imprimir E-mail
Secretaria de Comunicação   
Dom, 31 de maio de 2009 20:50
Camaradas, aí está o primeiro número oficial da revista Socialismo e Liberdade, na sequência de um número experimental levado à luz por ocasião do Fórum Social Mundial. E na sequência, também, do exitoso trabalho realizado pelo portal da Fundação Lauro Campos - www.socialismo.org.br -, semanal e brilhantemente editado pelo companheiro Sérgio Granja.

Socialismo e Liberdade não vem obrigatoriamente submetida às novas normas ortográficas, impostas de forma bizarra aos povos de língua portuguesa. Mas vem, sem dúvida, submetida à obrigação de ser um instrumento eficaz na formação, e na formulação, política dos socialistas libertários, abrigados ou não na legenda do PSOL. Ferramenta entre as prioritárias, portanto, para o importante trabalho que os militantes vão realizar a partir da instalação até o encerramento, em agosto, do Congresso partidário onde se estabelecerão as linhas de ação para o importante período histórico que teremos pela frente, logo a seguir.

Não é tarefa simples. Vivemos um tempo em que a grande mídia, com raríssimas exceções, é submetida a uma hegemonia avassaladora do grande capital. Por conta do que não se limita mais a apenas noticiar, mesmo distorcendo de forma truculenta, a realidade do dia a dia. Vai mais longe; já se dando ao poder de projetar cenários futuros e de criar personagens e roteiros que mais lhe convenham para manter o controle sobre as grandes massas. Um labor sem princípios de mínima conexão com a honestidade e a isenção objetiva. E que, lastimavelmente, se funda principalmente no transformismo em que mergulharam segmentos dos próprios assalariados - editores, colunistas e repórteres -, alguns até com passado vinculado à resistência contra a ditadura que nos assolou por duas décadas do passado recente, inclusive militantes de partidos clandestinos, e contra quem o patronato não tem mais - ao contrário daquele tempo - preocupação com o que produzirão em seus computadores. Será seguramente tão, ou mais, reacionário quanto o texto do próprio dono da empresa.

Tal inversão de valores, no entanto, não terá vida eterna. Existem, aqui e no exterior, pensadores e militantes de uma esquerda combativa, de uma esquerda resistente, produzindo muito e com muita qualidade. Que se mantém ativa e atenta, refletindo sobre o concreto para propor passos futuros. E são alguns dos nomes dessa esquerda que trazemos neste primeiro número oficial de Socialismo e Liberdade.

Leandro Konder, Carlos Nelson Coutinho, Ricardo Antunes, Reinaldo Gonçalves, Gilberto Maringoni, Valério Arcary, Denise Lobato, Mauro Iasi, Paulo Henrique Costa Mattos, com suas histórias e currículos, nos honrando ao lado dos deputados Ivan Valente. Luciana Genro e Chico Alencar, e da madura juventude de quadros dirigentes do PSOL, como Roberto Robaina e Edu Alves, são os nomes dessa primeira edição de combate. Da atualidade do marxismo na conjuntura atual aos desdobramentos políticos e econômicos desejáveis, a partir do mundo do trabalho, para a crise atual do capitalismo, todos nos premiam com objetivas reflexões.

Vale a pena acompanhá-los.

Milton Temer
Presidente da Fundação Lauro Campos

Última atualização em Qui, 27 de agosto de 2009 14:08
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Revista Socialismo e Liberdade - Nº 0 PDF Imprimir E-mail
Secretaria de Comunicação   
Sáb, 24 de janeiro de 2009 20:20

Revista

A Fundação Lauro Campos – FLC foi instituída pelo Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, nos termos da legislação partidária. Desde então, tem procurado desenvolver atividades nas esferas da teoria e da cultura, ensejando um pensamento crítico comprometido com os valores do socialismo e da liberdade, e promovendo o debate de propostas programáticas para a transformação social do

Aqui está o número zero, experimental, da revista Socialismo e Liberdade. Este número inaugural sai às vésperas da instalação do Fórum Social Mundial em Belém. Não é mero acaso. Com esta nova publicação, a Fundação Lauro Campos marca presença neste importante fórum mundial dos lutadores sociais com uma linha editorial de difusão de idéias que vão a contrapelo do pensamento único veiculado pelos meios de comunicação de massa. Desse modo, trava-se a luta ideológica em vez de adular a doxa (a opinião consensual). Esse é o primeiro passo para a organização de um novo consenso permeado por um feixe axiológico anticapitalista.

A revista apresenta uma seleção de artigos publicados no portal que a Fundação disponibiliza na Internet: www.socialismo.org.br . São 21 artigos agrupados em 13 seções, abrangendo uma vasta gama de assuntos. Mas todos são expressão do compromisso com a luta incessante contra o regime capitalista e toda sua essência predatória e anti-humana. Por isso, trata-se de uma publicação revolucionária, seminal do pensamento crítico, anticapitalista e humanista, que orienta em direção ao objetivo estratégico da conquista do socialismo libertário, eixo ideológico referencial do PSOL.

O objetivo é informar a militância para que ela possa enfrentar os debates na sociedade e esclarecer as massas. É também o de fornecer elementos teóricos que enriqueçam a capacidade de reflexão critica sobre a realidade e a proposição de alternativas. E, como não poderia deixar de ser, é o de estimular a formulação teórica dos quadros partidários, funcionando como uma espécie de usina de idéias. Mas quer ser mais: um fórum amplo dos que na sociedade brasileira se identificam com os valores do socialismo e da liberdade.

Última atualização em Seg, 21 de dezembro de 2009 15:41
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