FARC assegura que “Uribe seqüestrou o menino Emmanuel” PDF Imprimir E-mail
Internacional
Agência Bolivariana de Noticias   
Seg, 07 de janeiro de 2008 03:11

“Comunicado

1. Experto em cortinas de fumaça, o governo narco-paramilitar de Uribe Vélez, prévia consulta a seu amo em Washington, resolveu seqüestrar em Bogotá o menino Emmanuel, com o infeliz propósito de sabotar sua entrega, a de sua mãe Clara Rojas e de Consuelo González de Perdomo ao Presidente da República Bolivariana da Venezuela Hugo Chávez.

2. Com este novo fato, que se soma à intensificação dos operativos bélicos na área, Uribe tenta desativar a transcendental gestão humanitária do Presidente Chávez, semeando a desconfiança entre os delegados internacionais e atravessando novos obstáculos e campanhas midiáticas a uma decisão unilateral que expressa a vontade política das FARC de levar adiante a troca de prisioneiros. Reiteramo-lo nesta ocasião: Uribe não está programado pelos gringos nem para a troca humanitária nem para a paz.

3. A opinião pública nacional e internacional entende muito bem que Emmanuel não podia estar no meio das operações bélicas do Plano Patriota, dos bombardeios e dos combates, a mobilidade permanente e as contingências da selva. Por isso este menino, de pai guerrilheiro, havia sido colocado em Bogotá sob o cuidado de pessoas honradas enquanto se assinada o acordo humanitário. Uribe, que já seqüestrou na capital as provas de vida que iam com destino ao Presidente Chávez, seqüestra agora Emmanuel. Assim como capturou e encarcerou os correios humanitários, se apresta agora a proceder de igual maneira com as pessoas encarregadas de atender ao menino. Emmanuel seria entregue, junto com sua mãe, ao Presidente Chávez da Venezuela.

4. Com o governo de Uribe, que obstinadamente se negou a liberar Pradera y Florida para falar de acordo humanitário, não assumimos nenhum compromisso para que agora ande propalando que não o estamos cumprindo. Por princípio, por moral e ética revolucionária, FARC não utiliza como método a tortura e muito menos ao se tratar de crianças. Os verdadeiros torturadores estão no exército, nas forças policiais, e nos agentes do governo narco-paramilitar que se tomou o Palácio de Nariño.

5. O processo de liberação de Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, seguirá seu curso, tal como o oferecemos ao governo da República Bolivariana da Venezuela. Essa é a determinação das FARC. Para isso não lhe estamos pedindo ao senhor Uribe nenhum corredor de segurança; o que temos reiterado, e o ratificamos, é a necessidade da liberação militar de Pradera y Florida para proceder de imediato à verificação e realização do primeiro encontro para conveniar a troca humanitária, que em todo caso deve ser com o acompanhamento da comunidade internacional.

6. Ao Presidente Chávez, acima destas vicissitudes, pedimos-lhe manter viva a esperança da troca através de seu conseqüente compromisso humanitário, o qual consideramos passo necessário para a busca de uma solução política e diplomática ao conflito social e armado que a Colômbia vive.

 
1 Vote

0 Comments

Add Comment

Avalie este artigo

1 Vote

Itens relacionados