Hiroshima rememora 63 aniversário de bombardeio nuclear dos EE.UU. PDF Imprimir E-mail
Internacional
Prensa Latina   
Qui, 07 de agosto de 2008 12:42
Bombardeio de HiroshimaHIROSHIMA, Japão. — Com um minuto de silêncio, ulular de sirenas e revoada de pombos, esta cidade mártir japonesa recordou os horrores vividos por seus habitantes faz 63 anos, após o ataque nuclear dos Estados Unidos.

Mais de 45 mil pessoas se reuniram no Parque da Paz para render homenagem às centenas de milhares de vítimas que em 6 de agosto de 1945 sofreram os efeitos radioativos da chantagem atômica de Washington ao mundo. Nessa fatídica manhã, um bombardeiro B-29 lançou a bomba de três metros de comprimento, quatro toneladas de peso e com apenas um quilo de urânio-235, que explodiu a uns 600 metros de altura.

Mais de 65 mil edifícios, moradias e hospitais e 70 mil pessoas foram volatilizadas instantaneamente. Havia 300 médicos, dos quais 60 morreram e outros 210 ficaram lesionados. Os postos de assistência médica e de atendimento de urgência, assim como os 18 hospitais desapareceram.

Outras 110 mil mulheres, homens e crianças faleceriam pouco depois carbonizados ou mutilados. Hiroshima tinha sido riscada do mapa.

Não satisfeito ainda com a barbárie, o Pentágono lançou um segundo artefato nuclear sobre a cidade de Nagasaki em 9 de agosto, que causou outras 70 mil vítimas fatais.

Em sua intervenção, o prefeito de Hiroshima Tadatoshi Akiba instou o primeiro-ministro Yasuo Fukuda, presente ao ato, a trabalhar para conseguir o desmantelamento de todos os arsenais nucleares do mundo, de acordo com a agência de noticias Kyodo.

Akiba recordou em seu discurso que os Estados Unidos foram um dos três únicos países que se opuseram à proposta apresentada pelo Japão ante a ONU para abolir as armas nucleares.

"Só podemos esperar que o presidente dos Estados Unidos que for eleito em novembro próximo escute com consciência à maioria, para a qual a principal prioridade é a sobrevivência humana", expressou.

Por sua parte, Fukuda compartilhou os sentimentos de Akiba ao indicar que quer se por à frente de uma campanha contra as armas nucleares e tratar de ajudar aos que sofrem de precárias condições de saúde por ter sido exposto à radiação. (PL)


Fonte: Granma, 6 de agosto de 2008



ROSA DE HIROSHIMA, de Vinicius de Moraes


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor nem perfume
Sem rosa sem nada.


Cogumelo atômicoHá 63 anos, os Estados Unidos tornaram-se o único país a bombardear outro com uma bomba atômica.
Rosa de Hiroshima
Isso aconteceu às 8h15m do dia 6 de agosto de 1945, quando o bombardeiro B-29 dos EUA, apelidado de Enola Gay, jogou a bomba mortífera em Hiroshima.

Em torno de 180 mil pessoas, a imensa maioria mulheres, crianças e idosos, morreram instantaneamente ou logo após a explosão do artefato de urânio.

A humanidade assistiu horrorizada ao terror do genocídio atômico.

Três dias depois, a 9 de agosto de 1945, outro avião americano lançou nova bomba atômica, dessa vez de plutônio, contra a cidade de Nagasaki, matando mais 70 mil pessoas.

À barbárie do fascismo seguiu-se a barbárie atômica.

Este foi o maior atentado terrorista da história.
 
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3 Comments

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  1. Sem comentários. Um horror.
  2. FOI O TERRÍVEL CRIME CONTRA A HUMANIDADE, QUE FICOU IMPUNE. O PRESIDENTE AMERICANO DEVERIA TER SIDO CONDENADO POR CRIME CONTRA A HUMANIDADE. OS FILÓSOFOS PÓS MODERNISTAS SABEM QUE QUANDO FICA-SE JUSTIFICANDO ALGO NA VERDADE ESTÁ AGINDO-SE DE MÁ FÉ. NÃO EXISTE JUSTIFICATIVA PARA SE DESINTEGRAR SERES HUMANOS. BOMBA ATÔMICA NUNCA MAIS.
  3. Concordo!! Os Estados Unidos são os maiores TERRORISTAS da terra! Mataram nada mais nada menos que 250 mil pessoas!!.

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