Suspeita de que fogo amigo matou soldados americanos no Iraque PDF Imprimir E-mail
Internacional
Prensa Latina   
Sex, 18 de janeiro de 2008 06:06

Três soldados do exército estado-unidense poderiam ter sido mortos por fogo amigo durante um tiroteio de três horas na província iraquiana de Salahuddin, confirmou hoje a cadeia Fox News.

Os militares pertenciam à 101 Divisão Aerotransportada, e o fato ocurreu no 8 de janeiro passado quando a companhia descobriu vários esconderijos de explosivos da insurgência, precisaram fontes do Pentágono.

Logo duna semana de investigações e comparação de testemunhos, peritos militares concluíeram que existem grandes probabilidades de que os soldados caieram metralhados por seus próprios companheiros.

Depois de achar as cápsulas de detonantes caseiros e munições ao norte de Bagdad, o esquadrão norte-americano iniciou uma troca de disparos com insurgentes iraquianos.

Num momento da luta, descobriram os cadáveres do soldado de primeira Ivan Merlo, de 19 anos, do soldado Phillip Cesta, de 20, e do sargento David Hart, de 22 anos.

Quase quatro mil militares estado-unidenses morreram no Iraque desde o início da agressão liderada por Washington em 2003.

 

Militares estado-unidenses regressam da guerra com danos cerebrais

Washington, 18 de janeiro (PL) Cerca de 20 por cento dos militares estado-unidenses que regressan das guerras no Iraque e no Afganistão padecem danos cerebrais, revela hoje a emissora de televisão CNN.

A fonte cita um recente estudo do Exército norte-americano, que localiz este tipo de trauma entre os mais freqüentes que recebem os soldados.

Os rebeldes iraquianos e afegãos enfrentam a ocupação estrangeira com artefatos explosivos, cujas potentes detonações são consideradas na investigação castrense como a principal causa dessas lesões encefálicas.

O coronel de serviços médicos Jonathan Jaffin qualificou a situação de muito perigosa, ao analisar as dificuldades que gera nas relações com familiares e companheiros de armas.

Também provoca sensação de loucura nos militares, sintoma que pode ser mitigado com um diagnóstico e tratamento oportunos, acrescentou Jaffin.

Para os especialistas em neurologia, o mais grave é que com freqüência o padecimento passa inadvertido e o alarme pode chegar quando os danos são irreversíveis.

Segundo a CNN a cifra de militares estado-unidenses feridos no Iraque e no Afganistão supera os 30 mil.

 
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