Violenta repressão do exército hondurenho deixa mortos e feridos PDF Imprimir E-mail
Internacional
ABN, Prensa Latina, Resistência hondurenha   
Sex, 26 de junho de 2009 18:10


HondurasHondurenhos marcharam em homenagem a jovem assassinado, em que pese a repressão policial

Tegucigalpa, 11 Jul. ABN.- A 14 dias do golpe de Estado contra o presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, uma nova marcha organizada pela Frente Nacional de Resistência avançou até o aeroporto de Toncontín, em Tegucigalpa, em que pese os esforços dos corpos policiais para impedir a manifestação.

A marcha em questão, traçada para cobrir uns 3 quilômetros desde a ponte Las Brisas, no centro de Tegucigalpa, até o aeroporto, tinha por fim render homenagem ao jovem Isis Obed Murillo, de 19 anos, que foi assassinado no passado 5 de julho pelas forças aliadas aos líderes do golpe, enquanto esperava, junto com centenas de hondurenhos, o frustrado retorno de Zelaya ao país.

Enquanto continua a ocupação de estradas e a paralisação dos docentes em todo o país, movimentos sociais, organizações sindicais e grêmios e cidadãos em geral se congregaram na capital do país para protagonizar esta marcha, que também protesta contra a prisão do pai do jovem assassinado, fato ocorrido na quinta-feira passada, 9 de julho.

No domingo 5 de julho, o presidente Zelaya tentou retornar a sua nação, pois fora tirado de Honduras à força no dia do golpe (28 de junho). Sem embargo, os militares aliados aos golpistas impediram a aterrissagem do avião comercial que trasladava o Presidente de Washington para Tegucigalpa.

Logo de que o operador da torre do aeroporto internacional de Toncontín ameaçara a tripulação do avião, advertindo-os de que este seria interceptado pela Força Aérea de Honduras, os efetivos militares armados em terra abriram fogo contra os manifestantes, ação que derivou na morte do jovem homenageado neste sábado, o qual é considerado por sus concidadãos como um mártir da resistência contra o golpe de Estado.

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias



HondurasBloqueiam estradas em Honduras para exigir saída de golpistas

Tegucigalpa, 10 jul. (PL) - A Frente Nacional contra o Golpe de Estado em Honduras estendeu hoje os bloqueios de estradas a amplas regiões do país para exigir a queda do regime de fato e o retorno à ordem institucional.

Os cortes incluem as vias que enlaçam esta capital com San Pedro Sula, segunda cidade em importância, e a que conduz ao norte, onde se encontra a principal zona industrial.

Também estão fechadas as estradas e pontes em Progreso, Olancho, na fronteira com Guatemala e El Salvador, e em toda a região do Caribe, onde transnacionais norte-americanas embarcam a banana, disse Juan Barahona, coordenador do Bloco Popular.

"O povo hondurenho segue na rua resistindo. Temos bloqueado o país", declarou Barahona em entrevista a Prensa Latina.

Denunciou o dirigente popular a repressão do exército contra as manifestações pacíficas e a prisão durante as últimas horas de ao menos cinco jovens em Tegucigalpa e Olancho.

O país centro-americano entrou hoje em seu décimo terceiro dia sob um toque de queda decretado pelo regime de fato que assumiu o poder após o golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya.

"Nossa disposição é continuar a luta até que caiam os golpistas", expressou Barahona e anunciou a continuação dos protestos e a celebração de uma Assembleia Nacional na próxima semana para definir novas estratégias.

Com respeito às conversações na Costa Rica com a mediação do presidente Oscar Arias, disse Barahona que os golpistas estão jogando para dilatar o tempo de sua saída, o que demonstra que têm o apoio do império.

Fonte: Prensa Latiba

 


HondurasNão nos cansamos de resistir, assegura Frente antigolpista de Honduras

Raimundo López

Tegucigalpa, 9 jul. (PL) - As organizações populares de Honduras cumprem hoje sua décima segunda jornada de resistência pacífica ao golpe militar, com o confirmado ânimo de manter suas lutas democráticas.

Não nos cansamos de resistir, sublinha a escritora Dalila Bracamonte, encabeçando a convocatória para a marcha dessa quinta-feira na Praça Loarque, na saída da estrada para o sul da nação.

Num breve comunicado, a Frente Nacional contra o golpe de Estado ratifica que manterá a mobilização popular até o retorno do presidente Manuel Zelaya, deposto pelos militares em 28 de junho passado.

As manifestações abarcaram nesta quarta-feira o setor oriental da capital e a estrada que comunica a urbe com o este da nação, principalmente os departamentos de Olancho e Paraíso.

Milhares de pessoas caminharam pelas enclinadas vias gritando em coro consignas como "Adiante, adiante, que a luta é constante" e "queremos Mel", como é chamado o presidente Zelaya.

Junto dos líderes sindicais, camponeses, estudantis, juvenis e de outros setores da sociedade, encabeçou a marcha a primeira dama Xiomara Castro, que há dois dias se uniu às demonstrações populares.

A Frente deu a conhecer num comunicado sua posição em torno à mediação na crise que iniciará nesta quinta-feira o presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

Exigimos que nas reuniões se leve em conta a posição da Frente Nacional contra o golpe de Estado, que inclui como ponto principal a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte, sublinha o texto.

O presidente Zelaya, ao anunciar a aceitação dessas gestões de Arias, esclareceu em Washington que não se trata de uma negociação.

Há  coisas que não se negociam como o restabelecimento da democracia e meu retorno ao cargo. A restituição do governo não está em jogo, não trairei o povo que está nas ruas, afirmou.

Uma postura similar foi expressada pela Frente Nacional contra o golpe.

Rechaçamos a posibilidade da legitimação das autoridades de fato e reafirmamos que a única saída aceitável é o regresso à ordem institucional, sublinha o documento das organizações populares.

Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina

 


HondurasMovimento popular antigolpista em Honduras se fortalece

Raimundo López

Tegucigalpa, 8 jul. (PL) - O movimento popular antigolpista se fortalece a cada dia mais, assegurou Israel Salinas, um dos dirigentes do bloco de organizações que lutam pacificamente em Honduras pela restituição da ordem constitucional.

Os hondurenhos conscientes se estão incorporando à luta, que não se deterá até que Manuel Zelaya volte à presidência, disse a Prensa Latina durante uma das manifestações que pelo décimo primeiro dia consecutivo prosseguem hoje no país.

Salinas é secretário geral da Federação Unitária de Trabalhadores (FUTH), uma das três centrais sindicais que formam a Frente Nacional contra o golpe de Estado.

Esse bloco é integrado também pelas organizações camponesas, estudantis, juvenis, de direitos humanos, ambientalistas, femininas e outras sociais, assim como partidos como Unificação Democrática.

A Frente, inicialmente denominado de Resistência Popular, foi criado apenas horas depois de conhecida na manhã de 28 de junho passado a noticia do sequestro de Zelaya por militares e seu traslado para a Costa Rica.

Somaram-se também bases do Partido Liberal, um dos dois tradicionais do país e ao qual pertencem o presidente constitucional, Zelaya, e o do regime de fato, o empresário Roberto Micheletti.

A Frente convocou uma paralização cívica nacional no mesmo dia do golpe e no passado 29 de junho a declarou total, minutos antes que centenas de soldados desalojassem violentamente os manifestantes da área da sede presidencial.

À greve se somaram os sindicatos e colégios do magistério, cujos dirigentes ratificaram que não voltarão às aulas até o retorno da legalidade democrática ao país e com ela, Zelaya à presidência.

Os líderes da Frente ressaltam também que o regime de fato se encontra isolado pelo repúdio do resto dos países do mundo e suas organizações, entre elas as Nações Unidas.

O governo de fato mobilizou ontem um ato público com seus partidários, principalmente setores conservadores, as classes médias e altas, e grupos evangélicos e a hierarquia católica.

 

Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina

 


Xiomara Castro de Zelaya, primeira dama de Honduras
Xiomara Castro de Zelaya,
primeira dama de Honduras

Primeira dama encabeça manifestação antigolpista em Honduras

Tegucigalpa, 7 jul. (PL) ─ A primeira dama de Honduras, Xiomara Castro de Zelaya, chamou hoje o povo a dar continuidade aos protestos contra o regime de fato, ao encabeçar uma manifestação nesta capital a favor do regresso à ordem institucional.

"Quero pedir-lhes que continuemos nos manifestando, que não tenhamos medo, porque o que estamos fazendo é justo", disse a esposa do presidente Manuel Zelaya na Universidade Pedagógica, pouco antes de começar uma marcha à Casa Presidencial.

Xiomara Castro expressou sua solidariedade com todas aquelas pessoas que de uma ou outra maneira foram ultrajadas pelas forças do exército.

Em particular, deu suas condolências aos pais do jovem que no domingo foi vilmente assassinado quando participava de uma concentração no aeroporto de Toncontín para esperar o presidente.

"Eu sei que as represálias vão continuar, mas não tenho medo", disse a esposa do primeiro mandatário, e declarou que não continuará refugiando-se enquanto há milhares de homens e mulheres que estão lutando por essa causa.

Ao falar à multidão ali reunida, a primeira dama denunciou todo o clima de terror imposto pelo regime golpista desde que em 28 de junho sequestraram o chefe de Estado e o levaram para Costa Rica.

Como pode haver paz se se persegue o povo, se as pessoas não podem sair de suas comunidades, se há toque de recolher e suspensão das garantias, perguntou a esposa do presidente.

As organizações populares integrantes da Frente contra o Golpe de Estado continuaram hoje pelo décimo dia consecutivo os protestos contra o regime de fato e manifestaram sua decisão de manter a luta até a derrota dos golpistas.

 

Fonte: Prensa Latina

 


Honduras: a resistência contra os golpistas continua

Tegucigalpa, 6 jul. (PL) ─ Milhares de manifestantes retornaram hoje às ruas da capital de Honduras e da cidade de San Pedro Sula para repudiar a repressão do regime golpista e exigir a restituição do presidente constitucional, Manuel Zelaya.

"Apesar da barbárie desatada por este governo fascista, a resistência do povo se mantém firme até o último momento", declarou o dirigente da Confederação Unitária dos Trabalhadores, Israel Salinas.

Na véspera o regime impediu a aterrissagem no aeroporto de Toncontín do avião em que Zelaya retornava ao país, junto com a chanceler Patricia Rodas e o presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel D'Escoto.

As tropas do exército deslocadas para o terminal aéreo reprimiram violentamente milhares de pessoas que esperavam o mandatário e causaram a morte de dois adolescentes e feridas em mais de uma dezena de manifestantes.

Em homenagem às vítimas as organizações populares declararam a jornada de hoje como dia de luto e carregaram um ataúde em sua mobilização à Casa do Governo.

"Assassinos, assassinos", gritavam em coro os manifestantes em frente aos cordões de isolamento colocados pelo exército e pela polícia para impedir-lhes a aproximação do lugar.

Manifestações similares se realizaram em San Pedro Sula, a segunda cidade em importância do país.

"Nossa conduta se mantém inalterável. Temos que continuar nessa luta até que os usurpadores saiam do poder", declarou Erasto Reyes, do Bloco Popular.

Nove dias depois de iniciado o golpe de Estado, o país se encontra semiparalisado e sob um toque de recolher durante o qual centenas de sindicalistas, estudantes, camponeses e representantes de outros setores foram presos.

 

Fonte: Prensa Latina



HondurasHondurenhos se concentram a 200 metros da Casa Presidencial

Caracas, 6 jul. ABN - O movimento popular hondurenho se encontra concentrado a 200 metros da Casa Presidencial e as pessoas estão doando dinheiro para os funerais dos quatro assassinados ontem na manifestação multitudinária em frente ao aeroporto Internacional de Toncontín, em Tegucigalpa.

A concentração na Casa Presidencial é o resultado de uma marcha que começou na Universidade Nacional Pedagógica Francisco Morazán e que logo se deslocou para a Praça Morazán, informou o correspondente de ABN em Tegucigalpa.

Apesar da repressão brutal ativada pelo governo de fato, os hondurenhos continuarão nas ruas resistindo e manifestando-se contra os golpistas, sustentou nesta segunda-feira Juan Barahona, integrante da Vía Camponesa centro-americana.

Em contato com Venezuelana de Televisão, Barahona assinalou: "Nós queremos que os golpistas deixem o poder, que sejam expulsos de maneira imediata para que se acabe com tanta repressão brutal".

Apesar das pessoas falecidas e feridas no domingo passado, por parte das forças armadas golpistas, enquanto o presidente constitucional, Manuel Zelaya, tentava ingressar em Honduras, Barahona garantiu que o povo não se paralizará ante essas ações criminosas.

Destacou Barahona que não permitir a aterrissagem do avião em que se encontrava Zelaya foi um desrespeito â Organização das Nações Unidas (ONU), à Organização dos Estados Americanos (OEA) e aos outros presidentes que o acompanhavam.

"Os golpistas não respeitam nada. Para nós é válida a presença dos capacetes azuis (forças da ONU) para que se freie a repressão contra o povo", agregou.

Barahona expressou que os que usurparam o poder em Honduras são uns assassinos, uns golpistas sanguinários.

No domingo, enquanto o avião em que chegaria Zelaya intentava aterrissar no aeroporto de Tegucigalpa, as forças militares e policiais a serviço do governo ilegal dispararam contra o povo e reprimiram a manifestação pacífica, que se encontrava no lugar, com gases lacrimogêneos.

Durante essa brutal repressão, faleceram quatro cidadãos hondurenhos com tiros na cabeça, e um deles é menor de idade (16 anos), ademais do registro de centenas de feridos.

Por esse banho de sangue, são responsabilidos as Forças Armadas e o cardeal Oscar Rodríguez.

Enquanto se produzia a repressão militar ao povo, que se encontrava no lugar de maneira pacífica e sem armas, o governo de fato ativou uma cadeia nacional de rádio e televisão, repetindo informação que já haviam difundido, a fim de censurar a repressão contra os hondurenhos.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias



HondurasGolpistas hondurenhos impedem aterrissagem do avião de Zelaya

Tegucigalpa, 5 jul. (PL) - Militares de Honduras a serviço do governo de fato bloquearam hoje aqui a pista do Aeroporto Internacional de Toncontín para impedir a aterrissagem do avião que trás de regresso o presidente constitucional deste país, Manuel Zelaya.

Colocaram veículos em ambos os lados da pista, inclusive ameaçaram interceptar-nos, assinalou à cadeia Telesur o mandatário, que no último domingo foi sequestrado e expulso da nação centro-americana.

De acordo com Zelaya, a manobra dos soldados não impedirá seu retorno a Honduras, onde milhares de cidadãos o esperam nas ruas apesar da violenta repressão que já deixou dois mortos e vários feridos.

Se não pudermos aterrissar, buscaremos outros mecanismos porque temos que regressar, advertiu.

De sua parte, o piloto do avião explicou que a torre de controle negou permissão de tocar o sólo hondurenho, ainda quando se explicou a presença a bordo do presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel d'Escoto.

Ademais dos caminhões e jeeps colocados na pista, helicópteros sobrevoam o avião e dezenas de soldados fortemente armados o vigiam.

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasTrês mortos e vários feridos deixa arremetida de militares contra manifestantes em Tegucigalpa

Caracas, 5 jul. ABN - As forças repressoras apostadas no aeroporto de Toncontín, em Tegucigalpa, arremeteram violentamente contra a manifestação pacífica de apoio ao presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, deixando um saldo de três mortos e vários feridos.

Assim informou o jornalista da Radio Globo, Gustavo Ramos que se encontrava no meio da manifestação no momento em que se produziram os disparos, logo que os militares lançaram bombas de gás lacrimogêneo para evitar o ingresso do povo hondurenho que aguarda pela chegada de Zelaya, que se encontra a poucos minutos de chegar a seu país.

"Dispararam a esmo contra nós", denunciavam os manifestantes ao tempo que pediam à comunidade internacional o envio das forças de paz ao país centro-americano para evitar maiores brotes de violência.

Também responsabilizam ao cardeal Oscar Andrés Rodríguez pelo banho de sangue que se fez em Tegucigalpa.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


Violenta repressão do exército hondurenho deixa mortos e feridos

Tegucigalpa, 5 jul. (PL) - Pelo menos dois mortos e vários feridos causou hoje a repressão do regime de fato hondurenho contra dezenas de milhares de pessoas que rodeiam o aeroporto de Toncontín para esperar o seu presidente constitucional, Manuel Zelaya.

Os militares lançaram bombas de gás lacrimogêneo e dispararam suas armas contra a multidão concentrada nos arredores da cerca da pista onde Zelaya está a ponto de aterrissar.

O pelotão de onde proviam os disparos se retirou instantes depois de lançar o ataque.
Entre os mortos figuram um menor de idade e um jovem, segundo as primeiras informações.

Testemunas asseguram que um dos mortos foi baleado na cabeça por franco-atiradores.

As tropas golpistas dispararam também contra os jornalistas que cobriam o acontecimento e cortaram as transmissões de vários meios.

 

Fonte: Prensa Latina

 


Momento a momento (5/7/2009)

03:45 pm

A marcha se encontra no aeroporto, após sobrepassar o cerco militar, à espera do avião presidencial. Dialogam com os militares para convencê-los a não disparar sobre a populção.

4:00pm

O exército golpista estende uma armadilha aos manifestantes. Deixa que acerquem ao aeroporto para disparar sobre eles e reprimir a manifestação. Tal como diziam os rumores desde o meio-dia. Fala-se que há dois mortos e vários feridos. Quantidade a confirmar.

5:00 pm.

O exército em posição de combate, vigia o povo, enquanto este espera o presidente, apesar da repressão militar fascista.

5:30 pm de Honduras

Um avião sobrevoa o aeroporto.  Os militares se mobilizam e colocam carros na pista. Um helicóptero começa a se mover. O avião não pode aterrissar. O capitão da aeronave intentou fazê-lo por duas vezes, mas foi obstaculizado com veículos na pista de aterrissagem. Também recebeu ameaças de ser interceptado pela força aérea hondurenha.

http://porhonduraslibre.blogspot.com/

 


Forças Armadas hondurenhas se retiraram do Aeroporto Internacional de Tegucigalpa

Caracas, 5 jul. ABN - Os efetivos das Forças Armadas hondurenhas se retiraram do Aeroporto Internacional de Tegucigalpa, em cujas imediações se encontram milhares de manifestantes esperando a chegada do presidente constitucional e legítimo de Honduras, José Manuel Zelaya Rosales.

Assim o indicou o enviado especial de Venezuelana de Televisão (VTV), Eduardo Silvera, que assinalou ademais que se observou no lugar e sobrevoo de uma avioneta branca e verde.

Entrementes, o legítimo mandatário hondurenho está voando para Honduras.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


Momento
a momento (5/7/2009)

01: 30 pm
A marcha chegou ao aeroporto, encontrando-se com os bloqueios policiais e militares, que impidem a passagem. Os manifestantes começaram a parlamentar com os policiais para convencê-los a liberar a passagem. Organizam-se para tentar avançar passo a passo.  Finalmente o cordão de isolamento da polícia retrocede passo a passo ante o mar de gente que avança pacificamente até o aeroporto.

02:30 pm

Em declarações à imprensa. o grupo golpista nega-se a abandonar o poder e acusa Nicarágua e Venezuela de preparar uma intervenção. Também se fala de um grupo de empresários que apoiaram o golpe mas que agora quer sair dessa situação.

http://porhonduraslibre.blogspot.com/



Zelaya voa rumo a Honduras

Washington, 5 jul (PL) O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, partiu desde esta cidade rumo a Tegucigalpa, onde uma multidão lhe dará as boas vindas.

O mandatário informou que pouco antes levantou voo a missão de vanguarda que apóia seu retorno, integrada pelo Secretário Geral da Organização de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e os presidentes de Argentina, Equador e Paraguai, com o propósito de realizar os contatos diplomáticos.

O dignatário centro-americano, em entrevista com o jornalista de Telesur Abraham Istillarte, que o acompanha na viagem de regresso, assinalou que junto com ele viajam o presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas, o padre Miguel D'Escoto; a chanceler hondurenha, Patricia Rodas, e o embaixador de seu país ante a OEA, Carlos Sosa.

Zelaya pediu aos hondurenhos que se mantenham firmes e tranquilos, e assegurou que restabelecerá todos os processos democráticos praticados por seu governo, ao tempo que retomará os contatos com o povo como parte do processo de reconciliação nacional.

Regressarei, disse, para dar força ao sistema democrático e para que sucessos como este não se repitam. Também assegurou que nas próximas horas, através do telefone celular, informará sua chegada a Tegucigalpa.

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasMilhares de hondurenhos marcham ao aeroporto apesar da repressão militar

Caracas, 5 jul. ABN - "Vamos buscar nosso presidente (Manuel Zelaya) porque votamos nele nas urnas", dizem os manifestantes que neste domingo marcham ao aeroporto Toncontín de Honduras para receber o presidente constitucional do país centro-americano, Manuel Zelaya.

De acordo com a reportagem realizada pela Televisão do Sul (Telesur), milhares de hondurenhos começaram neste domingo a marchar ao aeroporto com um grande entusiasmo, a fim de apoiar o regresso do presidente legítimo de Honduras.

Os hondurenhos que se manifestam contra o golpe de Estado também expressam estar muito incomodados com as declarações do cardeal hondurenho Oscar Andrés Rodríguez, que em cadeia nacional pediu a Zelaya que não regressasse ao país.

Em que pese a que todos os organismos internacionais não reconhecem o governo de fato e exijam a restituição imediata de Zelaya, o cabeça do Executivo ilegal, Roberto Micheletti, diz que não abandonará o 'poder' e que Zelaya será preso ao chegar a Honduras.

O governo de fato está desconhecendo as resoluções da Organização dos Estados Americanos (OEA), que condenam o golpe de Estado, exigem o regresso de Zelaya e suspendem Honduras do organismo internacional.

Inclusive, o chanceler do governo ilegal, Enrique Ortez, disse que venha com quem venha, Zelaya tem proibida a entrada no país.

"Estamos notificando ao mundo para que não vá morrer um Presidente da República ou que vá morrer um hondurenho simplesmente pelo capricho de uma organização", sublinhou Ortez.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasPiquetes de segurança retrocedem ante multitudinária marcha em Tegucigalpa

Caracas, 4 jul. ABN.- Ante o iminente avanço da marcha de milhares de manifestantes hondurenhos que exigem o regresso do presidente Manuel Zelaya, os piquetes da Polícia e do exército retrocederam e deixaram o povo avançar até o Aeroporto Internacional de Toncontin, em Tegucigalpa, capital de Honduras, com a esperança de receber o Presidente Manuel Zelaya.

Numa comunicação telefônica com Venezuelana de Televisão (VTV), o documentarista venezuelano Ángel Palacios, que se encontra em Honduras, explicou que esta marcha se deve a que os seguidores de Zelaya creem que o deposto presidente chega neste domingo à tarde ao país, pelo que asseguram que o esperarão no aeroporto para dar-lhe a devida proteção e apoio.

Palacios explicou que, durante o recorrido da marcha na que manifestantes pintaram consignas contra o governo de fato de Roberto Michelletti, alguns intentaram agredir os funcionários do exército que se encontravam custodiando as instalações do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE).

Sem embargo, estes foram controlados por seus companheiros, que lhes pediram respeitar a marcha pacífica.

De igual forma, os manifestantes protestavam frente aos jornalistas gritando 'não somos cinco, não somos cem, imprensa vendida conta-nos bem'.

Um dos protestantes criticou a mensagem do Cardeal que pediu ao Presidente Zelaya para não regressar a Honduras porque sua chegada provocaria derramamento de sangue.

O documentarista ressaltou que tanto os funcionários do exército como os manifestantes transitam pelas ruas totalmente pacíficos, não respondem a provocações e ante a repressão, simplesmente retrocedem.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasDescobertos franco-atiradores no Aeroporto Internacional de Tegucigalpa

Caracas, 04 Jul. ABN.- Franco-atiradores do esquadrão especial Cobra, da polícia nacional hondurenha, foram descobertos neste sábado na torre de controle do Aeroporto Internacional de Tegucigalpa.

Assim o confirmou em comunicação telefônica com Venezuelana de Televisão (VTV) o diretor do Programa Atrás da Verdade, da emissora de radio Globo, Luis Galdanas.

Os franco-atiradores também foram capturados pelas câmaras do canal multiestatal de notícias Telesur, que se encontra transmitindo a multitudinária manifestação de pessoas que se trasladaram ao aeroporto para esperar a chegada do mandatário constitucional, Manuel Zelaya.

O Presidente indicou que estará acompanhado em seu retorno, programado para este domingo, pelos mandatários da Argentina, Cristina Fernández; do Equador, Rafael Correa, e do Paraguai, Fernando Lugo.

"Nenhum de nós levará armas nem fará ações de violência. Sem embargo, vamos fazer valer nossos direitos para, dessa forma, poder instaurar a ordem democrática no país", manifestou o Chefe de Estado hondurenho neste sábado em Washington, onde assistirá à Assembléia extraordinária da Organização de Estado Americanos (OEA).

Zelaya foi sequestrado na madrugada do domingo passado por militares e levado à força para a Costa Rica.

Desde esse momento se instalou no poder um governo de fato encabeçado por Roberto Micheletti, que reprimiu fortemente as manifestações de rua contra esse regime e a favor do retorno do presidente constitucional e eleito popularmente ao país.

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


Mais de 10 mil pessoas participaram de protestos em San Pedro Sula

Caracas, 4 Jul. ABN.-  Na cidade hondurenha de San Pedro Sula, mais de 10 mil pessoas participaram dos protestos realizados nas últimas horas contra o governo de fato instaurado por Roberto Micheletti, sob a consigna de "lutar até o final contra os golpistas".

Assim informou neste sábado a Prensa Latina um dos coordenadores do Bloco Popular, Erasto Reyes, que agregou que o número de manifestantes é cada vez maior apesar da forte repressão que deixou um saldo de dezenas de feridos.

Efetivos das Forças Armadas e da Polícia Nacional reprimiram com golpes e gases lacrimogêneos num cenário de crescente expectativa pelo próximo retorno do mandatário, que foi sequestrado pelos militares no passado 28 de junho e retirado à força do país.

'Não somos um povo submisso ante a violação da Constituição e dos direitos humanos', sintetizou Reyes ao avaliar a conduta crescente dos cidadãos somados à luta pela restituição do Estado de Direito e o retorno de Zelaya a suas funções.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 

 


HondurasPovo hondurenho se mantém nas ruas à espera de Zelaya

Caracas, 4 jul. ABN.- Pelo sétimo dia consecutivo o povo se mantém nas ruas exigindo o retorno de Manuel Zelaya a Honduras, informou o diretor da Agencia Bolivariana de Noticias (ABN), Freddy Fernández, via telefone desde Tegucigalpa, capital de Honduras.

De acordo com o informe do jornalista, os manifestantes continuaram mobilizando-se em diferentes partes do país para participar dos protestos.

"Mel, volte ou o povo se revolta", "Zelaya, amigo, o povo está contigo" são algumas das consignas que o povo repete entre gritos e aplausos em frente à casa de governo, descreveu o comunicador.

Fernández informou que desde cedo da manhã deste sábado, três helicópteros do exercito sobrevoaram a marcha. Sem embargo, se desconhece o objetivo desse operativo aéreo.

Em relação ao regresso de Manuel Zelaya a Honduras, Fernández recordou que o cardeal hondurenho Oscar Rodríguez, enviara uma mensagem ao presidente, em que lhe pede que se abstenha de regressar para evitar um 'banho de sangue'.

O diretor da ABN destaca que apesar desse chamado do cardeal, o povo continua organizando-se na espera de Zelaya

É importante ressaltar que esse cardeal, agora do lado dos golpistas, foi considerado no passado como um dos 'papáveis' após a morte de Juan Pablo II.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


Exército hondurenho impede que habitantes de Olancho cheguem a Tegucigalpa

Olancho, Honduras, 4 jul. ABN.- Com fortes medidas repressivas, o exército de Honduras a serviço das elites que perpetraram o golpe de Estado no domingo passado, impede neste sábado a marcha dos manifestantes da localidade de Olancho, que pretendem dirigir-se à capital, Tegucigalpa, para manifestar seu respaldo ao presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya.

Imagens sem editar transmitidas pelo canal Telesur constataram como um nutrido grupo de militares ameaçavam com armas longas a milhares de manifestantes em Olancho, comunidade de maioria indígena.

Entrementes, a porta-voz do Movimento Feminista de Honduras, Karla Aguilera, disse em contato telefônico com o citado canal que às "mulheres das maquilas as estáo obrigando a ir às marchas que o governo golpista está organizando".

Suas declarações tiveram lugar neste sábado, durante uma manifestação nos arredores da casa presidencial em Tegicugalpa, onde outro dos manifestantes denunciava que é necessário que Roberto Micheletti "se vaia do governo, com todos seus ladrões e nos deixe em paz porque está causando dano ao povo".

Do mesmo modo, um jovem estudante hondurenho sentenciava que os militares não defendem o povo, "seu dever é defender os ricos deste país".

"Ele sai da Organização de Estados Americanos (OEA) porque é rico, nós somos pobres e necessitamos da ayuda de todas as instituições internacionais", assinalava outro dos manifestantes em referência à renúncia do governo de fato ao organismo interamericano.

"Estamos exigindo o regresso de nosso presidente constitucional", alertou uma manifestante ao tempo que agregou que as atividades militares são "a repressão ao povo, porque o meio não é Zelaya, é o povo, somos pacíficos mas dispostos a tudo para defender nossa pátria", sentenciou.

"Nos estão violentando nossos direitos, só falta que nos tirem a vida", agregou outro manifestante.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


Manuel Zelaia, Presidente Constitucional de Honduras
Manuel Zelaia, Presidente
Constitucional de Honduras

Neste domingo se fará valer a vontade do povo hondurenho

Caracas, 4 jul. ABN - Neste domingo se fará valer a vontade do povo hondurenho, garantiu o presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, durante um contato telefônico pelo canal Telesur.

"Nós nos apresentaremos no Aeroporto Internacional de Honduras, em Tegucigalpa, com vários presidentes e membros da comunidade internacional. No domingo estaremos na capital hondurenha abraçando-os, acompanhando-os para fazer valer o que tanto temos defendido, que é a vontade do povo", expressou.

Está previsto que Manuel Zelaya retorne neste domingo a Honduras acompanhado por uma comissão entre cujos membros figura a presidenta da Argentina, Cristina Fernández; o chefe de Estado do Equador, Rafael Correa, entre outros.

Através de uma mensagem dirigida ao povo de Honduras, Zelaya sinalizou que forças militares estão em cumplicidade com a elite voraz que reprime a população, pois não defendem a nação nem a democracia.

Exortou os hondurenhos a continuar com sua participação nessa luta pelo restabelecimento da ordem constitucional, dessa "gesta criminosa que pretende apropriar-se dos destinos de nossa nação".

Zelaya advertiu os golpistas de que estão cercados por todos os governos do mundo e os convidou a desistir dessa postura.

'Há repúdio geral em nível mundial  e dentro da nação a suas ações (...) não vão passar em vão seus feitos, porque terão que prestar conta aos tribunais internacionais por suprimir liberdades e reprimir o povo', disse o mandatário numa proclamação difundida neste sábado.

Convocou todas as organizações sociais a manter-se em resistência contra o governo de fato e pediu que o façam sem armas e que deixem a violência às autoridades que estão instaladas no poder.

'Peço a camponeses, donas de casa, amigos políticos, empresários, que me acompanhem em meu regresso, não percamos nosso direito de eleger, não permitamos que particulares comecem a exercer pressão. Estou disposto a fazer qualquer sacrifício para obter a liberdade da nação, ou somos livres ou seremos escravos de forma permanente se não tivermos o valor de defender-nos', enfatizou.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias



HondurasMultitudinária marcha em apoio ao retorno do presidente hondurenho

Tegucigalpa, 4 jul. (PL) ─ Milhares de hondurenhos participam hoje de uma marcha maciça até a Casa Presidencial para exigir a queda do regime de fato e o retorno ao poder do presidente constitucional Manuel Zelaya.

"As manifestações são enormes. Nesses momentos há mais de 100 mil pessoas e para o resto do dia se incrementarão com a chegada de grupos de todo o país", disse o líder da Via Campesina Rafael Alegría.

"Sim, à paz", "Mel, amigo, o povo está contigo", "Queremos Mel", eram as consignas gritadas em coro pela multidão que avança pela avenida Juan Pablo Segundo até a Casa Presidencial fortemente custodiada por efetivos do exército e da polícia.

"A manifestação é hoje muito maior. O povo está desafiando a repressão, está desafiando as retenções", declarou, por sua parte, o dirigente do Bloco Popular Juan Barahona.

Denunciaram os líderes do protesto que hoje a ninguém cabe dúvidas que aqui há um golpe de Estado e o regime de fato não atende o chamado da comunidade internacional de deixar o poder.

Na véspera, o governo golpista de Roberto Micheletti anunciou que renunciava a ser membro da OEA, cujo Assembleia Geral se reúne neste sábado em Washington para discutir o caso.

O secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, disse que a decisão não tem nenhum efeito porque esse é um governo que não existe juridicamente.

Depois de terminado o ultimato de 72 horas dado pela Organização dos Estados Americanos aos golpistas para restituir a ordem constitucional, o povo espera que o presidente Manuel Zelaya regresse ao país neste fim de semana.

 

Fonte: Prensa Latina

 


Insulza não se reunirá com Micheletti

Caracas, 3 jul. ABN - O secretário geral da Organização de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, não se reunirá com o cabeça do governo de fato de Honduras, Roberto Micheletti, e sim com uma representação da Frente Nacional contra o Golpe de Estado Fascista, confirmou Telesur.

Num contato telefônico, o correspondente de Telesur em Tegucigalpa, Madelein García, informou que até agora não há uma agenda precisa dos passos a seguir de Insulza, sem embargo, "é notícia confirmada que não se reunirá com o presidente do governo de fato, Roberto Micheletti".

Essa informação foi dada aos jornalistas durante a reunião, na tarde desta sexta-feira, do secretário geral da OEA com os 15 magistrados da Corte Suprema de Honduras.

Mais tarde, ao finalizar esse encontro, a correspondente de Telesur informou que não se deram detalhes sobre dita reunião. "O único que se sabe é que Insulza vai se entrevistar com o cardeal e que em seguida vai se dirigir ao escritório da OEA em Tegucigalpa. Ali se espera que se possa entrevistar com parte dos manifestantes em favor de Zelaya", disse.

Os milhares de hondurenhos que se mobilizaram nesta sexta-feira desde a Universidade Nacional Pedagógica Francisco Morazán, no centro da cidade, até a sede da Organização de Estados Americanos (OEA) na nação centro-americana se encuentram à espera da reunião de José Miguel Insulza e representantes da Frente Nacional contra o Golpe de Estado Fascista.

O presidente da Juventude do Partido Liberal de Honduras, Carlos Eduardo Reyna, disse que o único ponto da agenda da reunião - que sustentarão 12 representantes dos movimentos populares do país centro-americano, mulheres, estudantes, operários, camponeses, com Insulza - será o regresso incondicional do presidente José Manuel Zelaya Rosales.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasMultitudinária manifestação antigolpista em Honduras

Raimundo López

Tegucigalpa, 3 jul. (PL) ─ Dezenas de milhares de pessoas se lançaram hoje às ruas pelo sexto dia consecutivo na capital de Honduras para expressar seu repúdio ao golpe militar e demandar o retorno do presidente Manuel Zelaya.

Os manifestantes se congregaram desde cedo em frente à sede da Universidade Pedagógica, onde fizeram seu primeiro comício, e logo se dirigiram para as proximidades da casa presidencial, onde na segunda-feira passada foram violentamente reprimidos.

Toda a área que circunda o edifício governamental e um hotel da cadeia Marriott se encontra rodeada desde esse dia por un grosso cordão de soldados com armas longas e membros da políicia antimotins.

Numa pequena praça que se encontra dentro do complexo da casa presidencial, partidários do regime de fato, em sua maioria membros das classes médias e altas e grupos evangélicos e católicos, realizaram um ato de respaldo aos golpistas.

Durante a marcha opositora, os manifestantes vaiaram uma dezena de condutores de ônibus urbanos que trasladaram para a sede presidencial aos que respaldam a assomada golpista.

Apesar do forte deslocamento de tropas e da polícia antimotins, não ocorreram enfrentamentos, pois a Frente de Resistência Popular criou comissões de disciplina cujos integrantes fecham a passagem até os soldados e impedem também atos vandálicos.

Com a resistência pacífica vamos derrotar os golpistas, expressou Juan Barahona, presidente da Federação Unitária dos Trabalhadores, uma das organizações da Frente, que também inclui agrupações camponesas, estudantis, comitês femininos, de direitos humanos, ambientalistas e outros.

Barahona descreveu a manifestação como imensa, enquanto jornalistas de meios nacionais consultados no lugar a estimaram em mais de 20 mil pessoas.

Em seguida ao ato nas proximidades da casa presidencial, uma impressionante coluna humana se dirigiu para a distante sede da Organização dos Estados Americano (OEA), a uns três quilômetros de distância nesta cidade cheia de frequentes e empinadas encostas.

Barahona confirmou para Prensa Latina que nas próximas horas os coordenadores da Frente se reunirão com o secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, que viajou hoje a Tegucigalpa para entregar a condenação desse organismo ao golpe militar iniciado em 28 de junho passado.

Ratificou que a condenação ao golpe militar e a imediata restituição do presidente constitucional Manuel Zelaya sintetizam a postura que expressarão a Insulza.

A OEA deu na quarta-feira última um prazo de 72 horas aos golpistas para que deponham sua atitud e ao vencimento deste, Zelaya confirmou que retornará ao país para completar seu mandato até o próximo 27 de janeiro e a celebração de eleições em 29 de novembro próximo.

 

Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina



HondurasMovimentos populares hondurenhos esperam Insulza nas aforas da OEA em Tegucigalpa

Tegucigalpa, 3 jul. ABN - Os milhares de hondurenhos que se mobilizaram nesta sexta-feira a partir da Universidade Nacional Pedagógica Francisco Morazán, no centro da cidade, até a sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) na nação centro-americana, se encuentram à espera da reunião de José Miguel Insulza e representantes da Frente Nacional contra o Golpe de Estado Fascista.

O correspondente da Agencia Bolivariana de Noticias (ABN), Freddy Fernández, informou que as milhares de pessoas dos movimentos populares hondurenhos, que somaram hoje 100 mil, permanecerão nas aforas das instalações da OEA em Tegucigalpa até fazer a solicitação a Insulza do retorno incondicional do presidente Manuel Zelaya ao governo.

Informou Fernández que às 4:30 da tarde (hora da Venezuela) se estima o começo da reunião entre o secretário geral da OEA e representantes da Frente Nacional contra o Golpe de Estado Fascista.

O jornalista da ABN destacou que a mobilização popular desta sexta-feira em rechaço ao governo de fato somou mais hondurenhos. 'Hoje há sem dúvida a maior mobilização que se há realizado'.

Acrescentou o jornalista que a mobilização não sofreu a repressão do exército ocorrida nos dias passados.

Igualmente, assinalou Fernández, que os meios de comunicação que documentam a marcha são os mesmos que estiveram informando todos esses dias o rechaço ao golpe de Estado, e os que apóiam o governo de fato não se encontram no lugar.

O secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, confirmou Fernández, se encontra em terras hondurenhas.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasCresce aliança popular em Honduras contra governo de fato

Ronnie Huete Salgado

Tegucigalpa, 3 jul. (PL) - O golpe de estado contra o presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, e a repressão desatada pelos militares e pela polícia sob o comando do governo de fato uniu mais o povo.

Nos seis dias de sítio que vive este país centro-americano, a aliança de todos os hondurenhos incrementou a força para debilitar a oligarquia representada por Roberto Micheletti.

Em que pese que as Forças Armadas aumentam sua repressão e violações aos direitos humanos como a livre reunião, pois proíbe grupos de mais de seis pessoas, a pujança popular cresce.

Revsitas de residências, perseguição de jornalistas, caçadas aos jovens em franca violação dos direitos individuais, são algumas das demonstrações repressivas dos golpistas.

Frente a esse panorama, milhares de pessoas - indígenas, camponeses, operários, jovens, mulheres - se aglutinaram em torno da Frente Nacional contra o Golpe de Estado.

Nas ruas, a frente encara e debilita as estratégias militares orquestradas por Billy Joya, nomeado ministro assessor pelo governo de fato, e reconhecido por seus assassinatos e torturas durante a década dos anos 80.

Em todo o país, a população se une contra o governo imposto, que desconhece a comunidade internacional, e a favor do retorno de Zelaya, que foi eleito democraticamente pelos hondurenhos.

 

Fonte: Prensa Latina

 

 


HondurasSexto dia de manifestações antigolpistas em Honduras

Raimundo Lopez

Tegucigalpa, 3 jul. (PL) - A Frente de Resistência Popular de Honduras anunciou que continuarão hoje pelo sexto dia as demonstrações de protesto contra o golpe militar e a favor do regresso do presidente Manuel Zelaya.

Vamos adiante sem temor, até que retorne o presidente legítimo, afirmou a Prensa Latina o deputado Marvin Ponce, do Partido Unificação Democrática, durante uma multitudinária marcha ontem na capital.

Israel Salinas, secretário geral da Federação Unitária dos Trabalhadores, sublinhou que as forças da resistência pacífica à assomada castrense se preparam para oferecer a Zelaya um maciço recebimento a seu regresso ao país neste fim de semana.

O estadista foi sequestrado na madrugada do domingo último por militares encapuchados e trasladado à força a Costa Rica, onde desmentiu as versões dos golpistas de sua suposta renúncia.

Zelaya confirmou ontem, numa mensagem de alento aos manifestantes, que retornará ao país no vencimento, este fim de semana, de um prazo dado ao regime de fato para depor sua atitude pela Organização de Estados Americanos (OEA).

O secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, é esperado hoje em Tegucigalpa para dar a conhecer ao governo de fato a postura da OEA, que como a das Nações Unidas, é de repúdio ao golpe.

Segundo versões de imprensa conhecidas aqui, Insulza assegurou que não vai a Honduras negociar, mas pedir ao governo de fato que mude o que está fazendo e encontre maneiras de regressar à normalidade.

Erasto Reyes, líder do Bloco Popular, parte da Frente de Resistência na nortista cidade de San Pedro Sula, confirmou que nesta sexta-feira continuarão os protestos apesar da violenta repressão militar ontem contra as manifestações populares.

Reyes disse ao ser consultado por telefone que ainda permaneceram detidos durante a noite 40 manifestantes, e dois se encontravam desaparecidos, e responsabilizou pela sorte deles as autoridades de fato.

A Frente de Resistência Popular foi criada horas depois de iniciada a assomada golpista e o integram as centrais sindicais, as camponesas, organizações estudantis, juvenis, comunitárias, defensoras de direitos humanos, feministas e outras.

Pouco depois convocou um paralisação cívico nacional por tempo indefinido, que nesta sexta-feira entra em sua sexta jornada.

 

Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina



HondurasMovimento popular em Honduras se prepara para prolongar resistência

Raimundo Lopez

Tegucigalpa, 2 jul. (PL) - A Frente de Resistência Popular de Honduras se prepara hoje para continuar as marchas antigolpistas até a recuperação no país da institucionalidade democrática.

Os setores populares aguardavam nesta quinta-feira o presidente constitucional Manuel Zelaya, sequestrado e trasladado por militares encapuchados no domingo passado, mas o retorno se prolongou até o fim de semana.

O estadista deu esse passo atendendo ao prazo de 72 horas dado ontem aos golpistas pela Organização dos Estados Americanos para que deponham sua atitude ou do contrário o governo de fato ficará suspenso desse organismo.

Em uma multitudinária manifestação ontem, dirigentes populares exortaram os simpatizantes da Frente na capital a contribuir para ajudar as pessoas que vêm do interior, geralmente dos setores mais humildes.

O candidato presidencial independente Carlos H. Reyes exortou a multidão a fazer contribuições monetárias para sufragar a alimentação dessas pessoas e inclusive uma mulher convidou a fazer "um rifa da resistência".

Quase de imediato, surgiu a iniciativa de passar o chapéu e dezenas de pessoas se aproximaram para realizar suas doações, até que uma dirigente feminina anunciou que na primeira meia hora se recolheram mais de oito mil lempiras (uns 400 dólares).

A cifra pode parecer insignificante, mas procedendo dos sectores de menor remuneração da sociedade, é significativa num tempo tão curto.

Minutos depois, um representante do Movimento Cristão Popular anunciou a doação de 50 colchonetes por essa organização e outras pessoas ofereceram suas casas, as sedes de sindicatos e outros locais como alojamentos.

A Frente, criado no domingo último pelas organizações sindicais, camponesas, estudantis, juvenis, de direitos humanos, feministas, entre outras, convocou para hoje outra maciça demostração antigolpista.

Nesta quinta-feira entra em seu quarto dia a paralização total declarada por essas forças para opor-se à assomada golpista e lograr a restituição do presidente Zelaya.

Resistiremos todo o tempo que seja necessário, sublinhou o candidato presidencial independente e veterano dirigente sindical Carlos H. Reyes.

 

Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina

 


Mais de 125 dirigentes sociais detidos por golpistas em Honduras

Tegucigalpa, 2 Jul. ABN - Mais de 125 dirigentes sociais foram encarcerados de forma ilegal pelo governo de fato de Honduras, denunciou nesta quinta-feira o porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares (Stibys), Porfirio Ponce.

Em contato telefônico com a Agencia Bolivariana de Noticias (ABN), Ponce indicou: "Os golpistas encarceraram 125 companheiros", e detalhou que as cidades com maior número de detidos são San Pedro Sula e Progreso, ainda que "em Tegucigalpa também há detenções".

O dirigente sindical disse que durante a manhã da quinta-feira se está levando a cabo "uma mobilização do Parque El Obelisco em direção ao Congresso Nacional, que depois se trasladará à sede da Organização das Nações Unidas (ONU)" na capital do país.

Além disso, confirmou a informação dada por outros dirigentes sindicais de que os golpistas estão levando a cabo recrutamento de menores de idade.

"Em Atlántida, Colón e Olancho há recrutamento de menores de idade, meninos de 12 anos", sentenciou.

Denunciou que continua a incomunicabilidade das rotas e que estão "buscando por todas as vias os meios alternativos de comunicação", para que a população possa estar ao tanto da realidade do país.

Informou também que há setores militares leais ao presidente Manuel Zelaya que desconhecem o governo ilegítimo de Micheletti.

"Uma informação extra-oficial nos disse que o quarto batalhão de infantaria, que fica na zona atlântica do país, se havia posto em rebeldia. Esse batalhão não se prestou a reprimir nem golpear o povo de Tela. Fizeram-se mobilizações em Tela e esse batalhão não saiu às ruas", sustentou.

Ponce relatou como foi a travessia de todos os que do interior se deram a tarefa de chegar à capital. Assinalou que no caminho a Tegucigalpa a solidariedade não se fez esperar.

"Em cada localidade onde se manifestam as pessoas" há solidariedade.

Por exemplo, "há uma caminhada de 230 quilômetros, de Olancho a Tegucigalpa, todas as comunidades saem a dar ânimo aos companheiros, a atendê-los, a ajudá-los", disse.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias



HondurasHondurenhos marcham em direção ao Congresso Nacional

Caracas, 2 Jul. ABN - Hondurenhos marcham em direção ao Congresso Nacional desse país em protesto contra a repressão militar e o golpe de Estado perpetrado nesse domingo contra o presidente constitucional Manuel Zelaya.

Os manifestantes deveriam concentrar-se hoje na Praça Obelisco, mas esta amanheceu sitiada por militares, informou o correspondente de ABN em Tegucigalpa, Honduras.

O movimento popular hondurenho se mobiliza pela rua Real em direção à sede do Congresso Nacional com a seguinte consigna: "Golpistas do Congresso, o povo não é babaca".

Continua a paralisação indefinida de professores e dos empregados das instituições públicas.

Cada vez se mostra mais evidente que o governo de fato se encontra em dificuldade para controlar a situação política e social que se vive em Honduras depois que foi sequestrado o presidente Zelaya e o levado à força para o exterior do país.

Mantém-se o protesto popular em toda Honduras a favor da restituição do presidente Manuel Zelaya, enquanto a direita hondurenha só se mobiliza quando os meios de comunicação que estão a favor do golpe de Estado os convoca, silenciando as manifestações populares que solicitam a restituição da ordem constitucional.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasHondurenhos se trasladam a Tegucigalpa para receber presidente Zelaya

Caracas, 2 Jul. ABN - Os hondurenhos de todas as regiões do país começaram a trasladar-se à capital Tegucigalpa para reforçar a grande manifestação que se prepara para a chegada do presidente constitucional Manuel Zelaya, prevista para este sábado.

Ratificou Ángel Alvarado, integrante dos Círculos Bolivarianos Morazánicos de Honduras, que em contato com Telesur assinalou que a Frente Nacional hondurenha contra o golpe de Estado segue organizada em todas as regiões do país.

Indicou que em toda a nação há manifestações contra o governo de fato, que decidiu nesta quarta-feira suspender as garantias individuais dos hondurenhos.

Sinalizou que os movimentos sociais do país continuam levando a cabo as ocupações das estradas e pontes.

Apesar da censura mediática e da dificultade nas telecomunicações, Alvarado disse que está em contato "com os companheiros das regiões através de meios alternativos para manter coordenadas as ações".

Assinalou que a maioria dos hondurenhos foram aos supermercados para abastecer-se de alimentos, situação que gerou a escassez de produtos de primeira necessidade, como o leite.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias


Honduras
Honduras
Honduras

Milhares de pessoas reclamam em Honduras regresso de Zelaya

Raimundo Lopez

Tegucigalpa, 1 jul. (PL) ─ Uma impressionante manifestação recorreu hoje as principais ruas da capital de Honduras em repúdio ao golpe militar e reclamando o retorno do presidente constitucional Manuel Zelaya.

Os manifestantes se reuniram nas proximidades da casa presidencial, onde na seguinda- feira passada centenas de soldados com fuzis de assalto e carros lança água dispersaram uma multidão em respaldo a Zelaya.

Queremos a MEL, urge MEL, faziam coro os participantes na marcha em referência ao apelido popular do estadista.

Previamente se reuniram no cruzamento de várias avenidas a uns 500 metros da entrada da Casa Presidencial, onde líderes populares convocaram à desobediência civil até o regresso de Zelaya.

A Frente de Resistência Popular cumpre hoje três dias de uma paralisação total até o restabelecimento da institucionalidade democrática e da volta ao governo das autoridades surgidas das últimas eleições.

A Frente está integrada pelas três centrais sindicais, as organizações camponesas, juvenis, estudantis, de direitos humanos e outras organizações sociais.

Na demonstração participou o opositor Partido Unificação Democrática e uma longa caravana de táxis.

Os dirigentes populares explicaram que a constituição estabelece que nenhum cidadão está obrigado a submeter-se aos usurpadores do poder, contra os quais a carta magna outorga ao povo o direito à insurreição.

Terminado o ato, sob um tórrido sol tropical neste meio-dia, foi realizada uma marcha ao escritório da Organização dos Estados Americanos (OEA) em respaldo ao prazo de 72 horas dado por esse organismo para que os golpistas abandonem o poder.

Posteriormente, la coluna humana de vários quarteirões se dirigiu ao parque central de Tegucigalpa, onde a manifestação concluiu sem incidentes, apesar da estreita vigilância das forças antimotins.

Honduras vive um clima de tensão e incerteza desde que na madrugada do domingo último militares encapuzados sequestraram a Zelaya e o conduziram em trajes de dormir para a Costa Rica.

O estadista anunciara para amanhã seu retorno ao país, mas atrasou a decisão até o vencimento do prazo dado pela OEA.

 

Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina



Manuel Zelaya, Presidente Constitucional de Honduras
Manuel Zelaya, Presidente
Constitucional de Honduras

Presidente hondurenho retornará ao país no fim de semana

Washington, 1 jul. (PL) - O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, postergou para o fim de semana seu retorno ao país, logo de que a OEA deu hoje um ultimato de três dias aos golpistas para reinstalar o Chefe de Estado.

"Havíamos planejado um regresso para esta quinta-feira, mas em vista de que a OEA solicitou 72 horas esperaremos até o fim de semana", disse Zelaya em conferência de imprensa.

Precisou o primeiro mandatário que não vão "fazer nenhuma ação antes do movimento diplomático para não entorpecer um labor louvável."

A assembleia geral da Organização de Estados Americanos instruiu seu secretário geral, José Miguel Insulza, para que, junto a representantes de vários países, realize as gestões dirigidas a restaurar a democracia e o estado de direito.

Se não prosperar essas iniciativas, o organismo interamericano aplicará de imediato o artigo 21 da Carta Democrática Interamericana e suspenderá Honduras desse mecanismo.

A OEA se declarou profundamente preocupada pela crise política no país centro-americano como resultado do golpe de estado que produziu uma alteração da ordem institucional.

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasDenunciado reaparecimento de esquadrões da morte em Honduras

Tegucigalpa, 1 jul. (PL) - O reaparecimento em Honduras do esquadrão da morte 316 foi denunciado pelo dirigente sindical Porfirio Ponce, que assegurou que membros desse comando fustigam dirigentes populares.

Ponce precisou que numa dessas ações foi vasculhada a residência do dirigente sindical da Universidade Nacional de Honduras Marcos Antonio Murillo.

Vice-presidente do Sindicado de Trabalhadores em Bebidas e Similares (STIBYS), recordou que esse esquadrão da morte foi criado pelo exército nos anos 80 do século passado para fazer desaparecer e assassinar os dirigentes populares.

Acrescentou que esse grupo foi dirigido pelo ex-capitão da polícia Billy Joya Améndula, acusado em organismos internacionais de direitos humanos como torturador e assassino de vários hondurenhos.

A denúncia da reativação do esquadrão da morte ocorre depois que as forças armadas de Honduras sequestraram o presidente Manuel Zelaya e o conduziram a Costa Rica, no início de um golpe de estado.

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasContinuarão em Honduras protestos antigolpistas

Tegucigalpa, 1 jul. (PL) - A Frente de Resistência Popular de Honduras confirmou que hoje continuarão as manifestações da população em rechaço ao golpe militar e para demandar a restituição em seu cargo do presidente Manuel Zelaya.

Os dirigentes da organização integrada pelas centrais sindicais, camponesas e agrupações juvenis, femininas e de direitos humanos, anunciaram a realização de um novo ato nas proximidades da casa presidencial.

Umas 10 mil pessoas, de acordo com dirigentes sindicais, se reuniram ontem numa zona próxima à casa presidencial para prosseguir as demonstrações de repúdio aos golpistas.

A manifestação teve lugar 24 horas depois que nessa área centenas de policiais e militares, com fuzis de assalto e apoiados por carros lança água, desalojaram violentamente as pessoas concentradas ali desde o domingo último.

Nesta quarta-feira se cumpre o terceiro dia de uma paralisação total convocada por essas forças até o restabelecimento da institucionalidade democrática e o retorno de Zelaya à presidência.

O estadista reiterou ontem na sede das Nações Unidas, que ratificou o rechaço universal à assomada iniciada no domingo, que amanhã retornará à nação para cumprir seu mandato, que termina em 27 de janeiro do ano que vem.

Durante a noite e a madrugada, das 21:00 hora local às 05:00 de hoje, continuou regendo o toque de recolher imposto pelo governo de fato.

Apesar da suspensão das garantias constitucionais, esporadicamente se observaram automóveis circulando a alta velocidade em alguns setores da capital e se escutou um estalido perto das 22:00 horas da noite.

Minutos depois, o canal 11 da televisão passou uma filmagem na qual se observa uma detonação dentro de um recipiente metálico, que aparentemente não sofreu danos. Segundo a fonte, o artefato foi lançado perto da Corte Suprema de Justiça de um automóvel branco.

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasAssassinos integram governo golpista de Honduras

Ronnie Huete Salgado

Tegucigalpa, 1 jul. (PL) - O governo de fato de Roberto Michelletti em Honduras nomeou como ministro assessor a Billy Joya, conhecido por coordenar e dirigir torturas e assassinatos neste país durante a década dos anos 80.

Joya integrou o Batalhão de Inteligência (3-16), fundou o Esquadrão elite de repressão "Lince", dos Cobras, e foi o primeiro comandante dessa agrupação.

De 1984 a 1991 permaneceu no esquadrão da morte 3-16, onde desempenhou diversos cargos, sob o pseudônimo de "Licenciado Arrazola" .

Se lhe imputa a responsabilidade criminal direta em ao menos 16 casos e operativos especiais que deixaram mais de uma dezena de pessoas mortas e torturadas por seus vínculos com organizações progressistas.

A atuação de Joya foi denunciada no seu momento, sem embargo este antecedente não é válido para Micheletti, cujo governo é repudiado hoje pela comunidade internacional.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas adotou na véspera uma resolução em que condena o golpe militar em Honduras e demanda a restituição imediata do Presidente legítimo dessa nação, Manuel Zelaya.

A resolução, adotada por aclamação, fez um chamado aos 192 estados membros da ONU a não reconhecer o regime militar que tomou o poder pela força e a não reconhecer um governo distinto ao de Zelaya.

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasGolpistas hondurenhos criam pretextos para incrementar repressão

Tegucigalpa, 1 jul. (PL) - Os golpistas em Honduras criam condiciones para justificar o incremento da repressão ao povo, ainda que a resistência cívica tem caráter pacífico, alertou hoje o coordenador do movimento Via Campesina, Rafael Alegría.

Nas últimas horas, ilustrou, explodiram granadas em frente à sede da Corte Suprema de Justiça e de uma emissora local que também respalda o governo de fato, para "tratar de culpar os movimentos sociais".

Nós, reiterou, mantemos a resistência pacífica, "não temos armas nem bombas lacrimogêneas nem granadas, esses são os instrumentos usados pelos repressores".

Alegría também denunciou que trabalhadores na cidade de San Pedro Sula foram obrigados por seus patrões a participar de manifestação de apoio aos golpistas, sob pena de perder seus postos laborais.

Entre os convocados à força, precisou, estiveram operários de máquinas, mas "ainda assim esses atos resultam apenas incipientes".

Nada vai impedir, apreciou, "a crescente mobilização social que se manterá até o retorno à ordem constitucional e a restituição do presidente Manuel Zelaya".

Segundo explicou, continua a ocuáção de estradas em diversos pontos do país por parte dos movimentos sociais e as marchas de camponeses, indígenas e trabalhadores e estudantes rumo a esta capital.

Enquanto isso, centrais sindicais, agrupações camponesas, juvenis, femininas e de direitos humanos prosseguem as demonstrações de repúdio aos golpistas, nos arredores da casa presidencial desta capital.

Diante do impulso popular, os perigos de maiores repressões vai aumentando, nas últimas horas os militares reativaram o esquadrão da morte 316 que começou a fustigação a dirigentes populares.

Essa agrupação, criada pelo exército nos anos 80 do século passado, serviu para assassinar e fazer desaparecer numerosos cidadãos, entre eles líderes de organizações sociais.

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasMarcha maciça rumo a Tegucigalpa em apoio a Zelaya

Tegucigalpa, 30 jun. (PL) ─ Dezenas de milhares de hondurenhos marcham hoje rumo a essa capital para respaldar o retorno do presidente constitucional Manuel Zelaya, informaram dirigentes sociais desta nação submetida a golpe de Estado faz três dias.

Representantes do magistério deram conta à imprensa sobre os preparativos das mobilizações em diversos departamentos, como Cortés, Choluteca, Comayagua, Santa Bárbara e Copán, ainda que os militares continuem a repressão e os bloqueios nas principais estradas.

Um dos líderes desse setor, Freddy Vega, explicou que umas 10 mil pessoas "estão entrincheiradas" na artéria que conduz de San Pedro Sula, capital do departamento de Cortés, para iniciar a marcha rumo a Tegucigalpa.

Os regimes militares não podem continuar em Honduras, e o povo luta em "gesta heróica" para impedi-lo, apreciou o professor.

Vega recordou que carecem de possibilidades para mobilizar os cidadãos por meio da rádio e da televisão, pois estão em complô com os golpistas.

Nosso chamado está reduzido ao silêncio nos grandes meios de comunicação; sem embargo cresce porque chega ao coração dos hondurenhos, estimou o educador.

No trajeto à capital, precisou, esperamos que outras muitas pessoas se unam à marcha, porque "se vai levantando o espírito de luta".

Para os hondurenhos, opinou, só há duas realidades, o poder militar dirigido por Micheletti, e o poder do povo encabeçado por Zelaya, disposto a alcançar o triunfo frente aos golpistas.

Ao chegar a Tegucigalpa, estimou, nos esperam uns 20 mil ou 30 mil militares armados; mas "nós não vamos com ânimo de violência, nem sequer temos facas nem facões, vamos com o espírito de luta".

O coordenador aqui do movimento Vía Campesina, Rafael Alegría, informou que em diversos povoados também tem lugar manifestações populares em praças e vias principais, para apoiar Zelaya e exigir o restabelecimento da ordem constitucional.

A resistência, avalia, vai aumentando; o país está paralisado.

Só nesta capital os protestos nas ruas aglutinam a vários milhares de cidadãos, em que pese a cruenta repressão militar das últimas horas que provocou um morto, centenas de feridos e lesionados.

As proximidades da Casa Presidencial são outra vez o cenário distintivo da resistência cívica nessa capital; um dos manifestantes ali, Juan Barahona, precisou que se mantém "a distância prudente para evitar confrontação" com os militares, mas  que "o combate cresce e ninguém o deterá".

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasApresentada em Honduras demanda judicial contra golpistas

Raimundo Lopez

Tegucigalpa, 30 jun. (PL) ─ Juizes e fiscais independentes de Honduras apresentaram hoje uma demanda contra o presidente de fato Roberto Micheletti, o alto comando militar golpista e o Congresso por violações à Constituição e às leis.

O presidente da Associação de Juízes pela Democracia, Guillermo López, confirmou a Prensa Latina que também foi entregue na Corte Suprema de Justiça um recurso de amparo a favor do presidente constitucional Manuel Zelaya.

López precisou que os artigos 81 e 102 da constituição estabelecem que nenhum hondurenho pode ser expatriado ou extraditado da nação à força, como ocorreu no domingo passado com o estadista após seu sequestro por militares encapuzados.

O amparo exige que se lhe restitua essa garantia ao presidente Zelaya e que ele seja repatriado de imediato, explicou o jurista.

Não há nenhuma razão jurídica ou artigo da Constituição que justifique a captura e expulsão do presidente, apontou.

Entre os cidadãos que apresentaram o amparo ante a Corte e a acusação ante o Ministério Público se encontram Víctor Fernández, presidente da Associação de Fiscais de Honduras, e Claudia Herrmansdorfer, do Centro de Direitos das Mulheres.

O presidente da Associação de Juízes de Honduras acrescentou que a acusação ante a Fiscalização compreende a Micheletti, os membros do Estado Maior das Forças Armadas e os deputados que amparam o golpe.

Precisou que essas pessoas são culpadas dos delitos de terrorismo, falsificação de documentos públicos, rebelião, entre outros.

Zelaya foi conduzido a força pelos golpistas para a Costa Rica, onde denunciou a falsificação de sua assinatura num documento apresentado pelos militares com sua suposta renúncia para justificar a assomada golpista.

O presidente, que hoje falou ante as Nações Unidas, anunciou que retornará ao país na próxima quinta-feira para cumprir seu mandato constitucional até o próximo 27 de janeiro e garantir as eleições de novembro próximo.

 

Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina



HondurasHonduras: cronologia de um golpe

Carmen Esquivel Sarría

Tegucigalpa, 30 jun. (PL) - O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, anunciou a decisão de retornar ao país na próxima quinta-feira para reassumir suas funções, depois do golpe de Estado contra ele protagonizado por militares com o apoio do Congresso Nacional.

Apesar de que os golpistas ameaçaram capturá-lo, Zelaya manifestou sua disposição de voltar ao cargo para o qual foi eleito pelo período 2006-2010.

Por trás da conjura contra o mandatário estão os setores da oligarquia opostos à convocação de uma consulta para saber se o povo está de acordo em colocar uma urna nas eleições de novembro a fim de convocar uma Assembleia Constituinte.

A continuação oferecemos uma cronologia dos fatos mais importantes na nação centro-americana:

Terça-feira, 23 de junho: o Congresso Nacional, dominado pela oposição ao presidente, aprova uma legislação de última hora que proíbe a celebração de referendos e plebiscitos 180 dias antes e depois das eleições.

Amparado nessa normativa, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) e a Corte Suprema de Justiça declaram ilegal a consulta de 28 de junho, e o advogado German Leitzelar ameaça com penas de entre 10 e 15 anos de prisão para quem a apóie.

Quarta-feira, 24 de junho: Zelaya destitui o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, general Romeo Vásquez, por negar-se a distribuir o material para a consulta.

Segundo indicou Zelaya numa mensagem à nação, sua decisão se deveu à crise gerada por alguns sectores que promoveram a desestabilização e o caos com o fim de causar problemas à institucionalidade democrática.

Quinta-feira, 25 de junho: A Corte Suprema de Justiça desconhece a autoridade do presidente legitimamente eleito de comandar as forças armadas e restitui no cargo o general Vásquez.

Entrementes,  o Congresso Nacional designou uma comissão especial com o fim de declarar não apto para o cargo o mandatário depois de que este destituíra Vásquez.

Zelaya qualificou essa manobra como um "golpe de Estado técnico" e chamou os presidentes latino-americanos a solidarizar-se com seu governo.

O Presidente convocou o povo a acompanhá-lo à base aérea Hernán Acosta Mejía para tirar dali o material eleitoral apreendido por magistrados do TSE e fiscais do Ministério Público.

Sexta-feira, 26 de junho: Zelaya considera conjurado o golpe de Estado técnico e chama o povo a participar na consulta do domingo.

Ainda que "haja cessado o perigo, sempre está latente a ameaça", alertou, não obstante, o governante.

Sábado, 27 de junho: A diretora executiva do Processo de Enquete de Opinião, Fedra Tibot, informa que as 15 mil urnas instaladas no país estão prontas para a consulta.

A tarefa se cumpriu graças à participação voluntária de umas 45 mil pessoas.

Por disposição presidencial, as urnas serão custodiadas por organizações populares e pela polícia e não pelo exército.

Domingo, 28 de junho: Militares fortemente armados penetram à força na residência do presidente durante a madrugada, levam-no para uma base militar e de lá o trasladam à Costa Rica.

Os golpistas desatam uma repressão feroz contra milhares de manifestantes na capital e instalam no poder um governo de fato encabeçado pelo até então presidente do Congresso Nacional, Roberto Micheletti.

Ogolpe recebe a repulsa da comunidade internacional e de organismos como a OEA, a ONU, a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América, o Sistema de Integração Centro-americana e o Grupo do Rio.

Segunda-feira,29 de junho: Zelaya anuncia sua disposição de regressar a Honduras em 2 de julho, apesar de que os golpistas ameaçam prendê-lo.

A presidenta argentina, Cristina Fernández, e o secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, manifestam interesse em acompanhar Zelaya em seu retorno ao país.

 

Fonte: Prensa Latina

 


Manuel Zelaya, Presidente Constitucional de Honduras
Manuel Zelaya, Presidente
Constitucional de Honduras

Zelaya pediu aos soldados que cessem a repressão contra seu próprio povo

Caracas. 30 Jun ABN - Na madrugada desta terça-feira, o presidente de Honduras Manuel Zelaya se dirigiu a seu povo, através do canal Telesur, desde Manágua, Nicarágua, antes de sua partida rumo a Washington para o encontro com a Organização das Nações Unidas.

Na alocução, fez um sentido chamado aos soldados da pátria hondurenha para que cessem a repressão contra seu próprio povo e deixem os hondurenhos se expressarem livremente.

"Soldados, em nome de Deus, do povo que os viu nascer, deixem de reprimir a nossa gente, permitam-lhe que se manifestem, seja a favor de quem seja, deixem que o povo se expresse, não reprimam a sua gente", expressou Zelaya a favor da paz e da tranquilidade em seu país.

Em tal sentido, continuou, "devem retificar o que estão fazendo hoje, reprimir o povo é apontar o fuzil contra a sua própria família".

Dos fatos que lhe há tocado viver desde o passado 28 de junho quando fui vítima do Golpe de Estado, comentou que una das coisas que mais lhe dói é "a conduta que adotou as Forças Armadas quando lhe dei todo o meu apoio, o maior, se poderia dizer, quase que em toda a história moderna de Honduras".

Sem embargo, indicou ter segurança de que junto com o povo vai superar essa crise, "o povo hondurenho sabe o que vale defender suas leis, suas conquistas, seus direitos".

Informou que os últimos informes que obteve indicavam que já haviam 156 feridos e umas 45 pessoas capturadas, motivado pelas manifestações que realizaram para fazer escutar seu desejo: "isto é lamentável, não deve continuar acontecendo".

Zelaya sustentou que "o soberano tem direito à rebelião pacífica por constituição, assim que reitero meu chamado aos soldados:  retifiquem e deixem que o povo se expresse, porque a vida humana é o único que não se recupera".

Com respeito às ações que estejam exercendo o governo de fato que propiciou o golpe, indicou que são totalmente ilegais: "não há nenhuma lei em Honduras que sinalize que o Congresso possa nomear um presidente, isso só se logra por eleições populares, e agora via decreto não só querem nomear presidentes senão que também deputados e prefeitos".

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias



HondurasGabinete Executivo de Zelaya se mantém na resistência e espera o Presidente

Caracas, 30 Jun. ABN - O gabinete executivo do presidente legítimo e constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, se mantém na resistência ao golpe de Estado efetuado nol domingo nesse país e, unido, junto com os setores populares e demais integrantes da sociedade civil, receberão o Chefe de Estado hondurenho, que nesta quinta-feira regressará à nação centro-americana.

Assím informou nesta terça-feira a Telesur a vice-ministra de Relações Exteriores de Honduras, Beatriz del Valle.

"Zelaya será recebido como um herói da democracia, porque este foi um atentado contra a democracia de Honduras, assim como contra todas as democracias da América Latina e do resto do mundo", expressou Del Valle.

Informou que enquanto os manifestantes continuam concentrados na casa da Presidência, em Tegucigalpa, exigindo o retorno a suas funções do presidente constitucional, continua a censura por parte dos meios de comunicação, que mantêm a desinformação, como se no país não estivesse acontecendo nada.

De Valle ratificou que todos os membros do gabinete de Zelaya emitiram um comunicado para dar a conhecer sua posição contra a ocupação militar.

Ressaltou a importância da condenação internacional que a esse golpe de Estado, e que a comunidade internacional envie uma mensagem a quem queira instigar golpes de Estado e remover presidentes constitucionais.

"Parece-me que a contundência no castigo para os responsáveis deve ser severa para que esses eventos não voltem a se repetir nem em Honduras nem em nenhum país democrático do mundo", enfatizou.

De Valle assinalou que esperam que com a pressão que está exercendo a comunidade internacional sobre os golpistas, e com o apoio do povo hondurenho, "nosso presidente, Manuel Zelaya, regresse a nossa país na quinta-feira e se reinstale a ordem e a paz na Honduras que todos amamos, e se volte a abrir as fronteiras e que estejamos novamente conectados com o mundo".

Del Valle foi enfática ao remarcar que o gabinete executivo de Zelaya, que se mantém na resistência, não reconhecerá nenhuma nomeação que o cabeça do golpe de Estado em Honduras, Roberto Micheletti, pretenda fazer.

"Neste país não há lei, não há nada, razão pela qual nós, como gabinete legítimo de Governo em Honduras, desconhecemos qualquer nomeação que Micheletti pretenda fazer. Não reconheceremos nada até que venha nosso líder, nosso presidente, Manuel Zelaya, a Honduras", asseverou.

Sobre as prisões executados pelos golpistas, a vice-chanceler disse que tem conhecimento do cometido contra um candidato do partido Unificação Democrática que esteve acompanhando o Governo na iniciativa de realizar a consulta popular no domingo passado, que está vivo e já está resguardado.

De igual forma, o prefeito de San Pedro Sula, Rodolfo Padilla, foi preso e nesta terça-feira dará declarações a respeito.

Na madrugada deste domingo, o presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, foi vítima de um golpe de Estado, sequestrado e agredido por funcionários da Força Armada desse país e posteriormente trasladado à Costa Rica.

El golpe de Estado aplicado no domingo ao Mandatário hondurenho é dirigido pela burguesia imperial, com o apoio de um grupo minoritário da Força Armada dessa nação.

Zelaya foi reconhecido plenamente pela Organização de Estados Americanos (OEA) como Presidente constitucional de Honduras, durante uma sessão extraordinária na sede do organismo, em Washington, Estados Unidos, durante a qual o organismo condenou o golpe de Estado contra Zelaya e ratificou que não reconhecerá a nenhum outro Governo em Honduras.

Zelaya viajou logo para a Nicarágua para participar numa sessão extraordinária da Aliança Bolivariana dos Povos da América (Alba), organismo que busca devolver a linha constitucional ao país centro-americano, quebrado por um Governo de fato imposto pelo Congresso hondurenho.

A reunião contou com a presença dos presidentes da Nicarágua, Daniel Ortega; do Equador, Rafael Correa; da Venezuela, Hugo Chávez Frías; da Bolivia, Evo Morales; do chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, representando o presidente Raúl Castro, ademais de Zelaya, que foi trasladado da Costa Rica para a Nicarágua.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


Manuel Zelaya, Presidente Constitucional de Honduras
Manuel Zelaya, Presidente
Constitucional de Honduras
Zelaya anunciou que regressará na quinta-feira a Tegucigalpa

Managua, 29 jun. (PL) ─ O presidente constitucional de Honduras, José Manuel Zelaya, advertiu hoje aqui que na próxima quinta-feira regressará a Tegucigalpa, a contrapelo do movimento golpista que o sequestrou no domingo passado.

Numa reunião do Grupo do Rio, convocado de urgêcia aqui para tomar posição sobre a crise hondurenha, Zelaya assegurou que na quinta-feira viajará de Washington a seu país junto com uma comissão de retorno, integrada por seus homólogos latino-americanos.

"Vou cumprir meu mandato de quatro anos, estejam vocês ─ os golpistas ─ de acordo ou não", precisou Zelaya, que foi retirado do país rumo à Costa Rica, e à noite chegou à Nicarágua.

Fui expulso pela força e regressarei por vontade própria, disse Zelaya, que também convidou a José Miguel Insulza, secretário geral da Organização dos Estados Americanos, a acompanhá-lo em seu regresso a Honduras.

Zelaya viajará amanhã aos Estados Unidos por convite de Miguel D'Escoto, presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas, organismo que condenou o golpe de Estado em Honduras.

 

Fonte: Prensa Latina

 

 


HondurasSegue a repressão contra manifestantes em Honduras

Tegucigalpa, 29 jun (PL) ─ Forças especiais do exército hondurenho e efetivos policiais continuam a repressão contra civis que exigem por fim ao golpe de Estado e a restituição do presidente constitucional, Manuel Zelaya.

Nas cercanias da Casa Presidencial, nesta capital, têm lugar os choques mais violentos contra milhares de pessoas em resistência cívica, de caráter pacífico. Ainda que desde o domingo os golpistas decretaram o toque de recolher, os manifestantes em frente à sede do Executivo se mantiveram em vigília durante a madrugada.

Um morto e várias dezenas de feridos dão conta da brutalidade nas ruas vizinhas à edificação ocupada pelo governo de fato, enquanto dirigentes de organizações sociais denunciaram que as autoridades ilegais emitiram ordem de captura para aproximadamente 600 líderes populares.

Dotados de armas longas, escudos e outros artefatos de proteção, os uniformizados arremeteram contra as pessoas que apenas podem acudir às pedras para tratar de defender sua integridade física.

Jovens, estudantes, camponeses, membros de organizações sindicais e integrantes de comunidades indígenas participam na luta

Ns últimas horas, os uniformizados avançaram várias vezes contra a multidão que protesta nesta cidade, atiraram gases lacrimogêneos, golpearam com as culatras de suas armas, lançaram jorros de água.

Ninguém poderia dizer com exatidão o número de detidos, mas companheiros das vítimas disseram à imprensa estrangeira que temem pela vida dos aprisionados.

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasTensão em Honduras após violenta repressão policial

Raimundo Lopez

Tegucigalpa, 29 jun. (PL) ─ Um clima de tensão reina hoje em Honduras após a violenta repressão das forças armadas a uma manifestação popular em defesa da institucionalidade democrática nesta nação.

Nesse ambiente, as centrais sindicais e camponesas junto a outras forças que integram a Frente de Resistência Popular de Honduras convocaram hoje a uma paralização total por tempo indefinido até a derrota do golpe militar.

A ação de centenas de soldados com armas longas ocorreu em frente à casa do governo, onde milhares de pessoas exigiram a reposição em seu cargo do presidente constitucional, Manuel Zelaya, sequestrado no domingo último por militares que o retiraram do país.

A ação policial teve a resistência dos manifestantes com pedras e outros objetos, e até o momento não há confirmação do número de feridos e detidos, que em ambos os casos são muitos, denunciaram líderes populares.

Os enfrentamentos se estenderam a outros pontos da capital, onde os opositores ao governo de fato levantaram novas barricadas e resistiram à arremetida das forças armadas.

Jornalistas nacionais e correspondentes estrangeiros foram vítimas da violência policial e inclusive vários ficaram detidos temporariamente, entre eles os profissionais da cadeia Telesur.
Dirigentes populares informaram que enfrentamentos similares se registraram em outras cidades de Honduras, ainda que não haja maiores detalhes sobre o assunto.

Fontes sindicais informaram que na cidade de Progreso, próxima a San Pedro Sula, os manifestantes queimaram ou destruíram seis ônibus da empresa Transul, propiedade do presidente de fato Roberto Micheletti.

Enquanto isso, os dirigentes da Frente de Resistência Popular rechaçaram qualquer diálogo com os militares e o governo de fato, ao qual qualificaram de fascista e violentador da legalidade da nação.

Demandaram a imediata restituição no cargo do presidente Zelaya, durante uma conferência de imprensa celebrada poucos minutos antes da brutal repressão militar.

Os líderes populares sublinharam que manterão suas lutas até a plena vigência da legalidade institucional em Honduras.

O secretário geral da Federação Unitária dos Trabalhadores, Israel Salinas, exortou as três centrais sindicais, às camponesas e as outras forças membros da Frente a reforçar o cerco popular à sede do governo.

Salinas sublinhou que a batalha na arena internacional já foi ganha pela repulsa universal aos golpistas e agora corresponde aos hondurenhos vencer na luta pela restituição da institucionalidade democrática do país.

Chamou nesse sentido a manter a resistência pacífica até o regresso à Presidência de Zelaya.
As organizações sindicais, camponesas, juvenis e populares cumprem nesta segunda-feira o primeiro dia de uma paralização cívico nacional, convocada ontem pela Frente.


Nesse ambiente de tensão, foi ratificado o toque de recolher, vigente desde as 21:00 às 06:00 de amanhã.

 

Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina


Fonte: Prensa Latina

 

 


HondurasPosição de hondurenhos é de continuar resistência contra o regime de fato

Caracas, 29 Jun. ABN ─ A posição que mantêm os homens e as mulheres nas ruas de Tegucigalpa, capital de Honduras , é de continuar a resistência contra a repressão dos militares que formam parte do regime de fato instalado desde este domingo nesse país centro-americano, logo de perpetrar-se um golpe de Estado, informou nessta segunda-feira o diretor da Agencia Bolivariana de Noticias (ABN), Freddy Fernández.

Via telefone desde Honduras, Fernández sinalizou que a situação no país centro-americano se mantém em tensa calma pois os hondurenhos e hondurenhas estão reunidos em diversos grupos localizados em distintos pontos da cidade.

"A posição deles é de continuar a resistência, apesar de que vemos como detiveram vários manifestantes e os levaram", apontou Fernández.

Fernández comentou que os poucos jornalistas internacionais que se encontram em Honduras para levar a informação ao mundo de primeira mão, se encontram dispersos em distintos pontos próximos à Casa presidencial, pois o regime de fato instalado pela direita hondurenha com o golpe de Estado, impôs um cerco mediático com o apoio dos meios privados para manter desinformados os hondurenhos, devido a que não lhes convém que se difunda a realidade da crise e a resistência que o povo hondurenho mantém nas ruas de Tegucigalpa.

De igual forma, Fernández deplorou a repressão e agressão de jornalistas de Telesur, efetuada por efetivos militares pertencentes ao governo de fato.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasMilitares golpistas reprimem manifestações em frente à Casa do Governo

Caracas, 29 Jun. ABN ─ Os militares hondurenhos incursos no golpe de Estado começaram a exercer medidas de força contra os manifestantes que protestam de maneira pacífica nas aforas da Casa do Governo para solicitar a restituição do presidente Manuel Zelaya.

No contato direto que mantém a correspondente de Telesur e as diversas imagens que transmite a televisão continental, através de um telefone via satélite, se observam as diversas colunas de efetivos militares, que investiram contra os manifestantes para que se afastem da zona próxima à Casa do Governo.

A correspondente da televisão continental resenhou que esses efetivos repeliram os manifestantes com a utilização da força e levaram a cabo ações para abrir passagem nas avenidas próximas ao palácio governamental, que estavam bloqueadas pelos manifestantes.

Dois escuadrões com 400 efetivos militares golpistas se encontram ativados para reprimir a concentração do povo hondurenho, que se encontra desde o domingo nas aforas da Casa Presidencial.

Os efetivos se encontram com tanquetas, armas de guerra e bombas lacrimogêneas para atacar aos que se manifestam de forma pacífica e permitir a invasão do cabeça do governo golpista, Roberto Micheletti, à residência presidencial.

Também nesta segunda-feira à tarde foi confirmada a morte do jovem trabalhador Rosel Ulises Peña, da empresa de telecomunicações da República de Honduras, Hondutel.

Freddy Fernández, enviado especial de ABN em Tegucigalpa, informou que Peña foi atropelado brutalmente ao colocar-se na via em que transitava o veículo militar no momento em que, com os braços levantados, intentou persuadir os efetivos para evitar a ocupação forçada da empresa.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasLiberada equipe jornalística de Telesur detida em Honduras por militares

Caracas, 29 Jun. ABN ─ Foi liberado faz poucos minutos a equipe jornalística de Telesur que fora apresado pelos militares golpistas em Honduras, quanto cobriam a repressão do Exército e da Polícia a uma manifestação pacífica nas imediações do Palácio Presidencial.

Após sua liberação a jornalista Adirana Sivorí denunciou que foi sequestrada e agredida por autoridades militares desta nação. Ao mesmo tempo disse que foi 'trasladada violentamente e sob a mira de fuzis para a Direção Geral de Migração' de Honduras.

'O que fizemos foi informar o povo do que está passando neste país centro-americano e por essa razão sem dar-nos explicações fomos agredidos', disse.

Informou que foi detida junto com uma equipe de repórteres de uma agência de notícias internacional.

'Neste momento regressamos ao hotel Marriot, que fica próximo do Palácio do Governo', relatou.

A jornalista sustentou que 'qualquer coisa que aconteça com os jornalistas estrangeiros que cumprem seu trabalho em Honduras é responsabilidade do governo de fato'.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasMilitares golpistas preparam ataque contra manifestantes na Casa Presidencial

Tegucigalpa, 29 Jun. ABN (Freddy Fernández, enviado especial).─ Dois esquadrões com 400 efetivos militares golpistas se encontram ativados para reprimir a concentração do povo hondurenho que se encontra desde o domingo nas aforas da Casa Presidencial.

Os efetivos se encontram apetrechados com tanquetas, armas de guerra e bombas lacrimogêneas, a fim de atacar aos que se manifestam de forma pacífica e permitir a invasão do cabeça do governo golpista, Roberto Micheletti, à residência presidencial.

Milhares de hondurenhos se encontram apostados nos arredores da residência desde o domingo, logo que o mandatário constitucional, Manuel Zelaya, foi vítima de um golpe de Estado, sequestrado e golpeado por militares a serviço da extrema direita hondurenha.

A manifestação do povo de Honduras foi pacífica e sem nenhum tipo de armamento, e seu único objetivo foi exigir a restituição de Zelaya e da linha constitucional.

Micheletti foi autonomeado no domingo como cabeça do governo de fato, que foi desconhecido plenamente pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pela Aliança Bolivariana dos Povos da América (Alba), assim como por toda a comunidade internacional.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasPovo hondurenho espera pronta chegada de Zelaya a Honduras

Tegucigalpa, 29 Jun. ABN ─ Os manifestantes a favor da democracia e da restituição da linha constitucional, que se encontram apostados nas aforas do Palácio Presidencial, esperam a pronta chegada do presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, acompanhado pelos mandatários integrantes da Aliança Bolivariana dos Povos da América (Alba).

Assim informou o diretor da Agencia Bolivariana de Noticias, Freddy Fernández, que se encontra na capital hondurenha.

Fernández assinalou que apesar da ameaça de ataque militar ao povo hondurenho que manifesta de maneira pacífica, continuam chegando pessoas à concentração no Palácio de Governo, a fim de exigir o respeito aos direitos constitucionais e a restituição imediata de Zelaya.

Centenas de hondurenhos continuam nas ruas nesta segunda-feira para exigir o regresso do presidente constitucional da nação centro-americana, Manuel Zelaya, para o qual também foi ativado uma paralisação geral convocada por diversos setores sociais do país.

Assim manifestou a colaboradora de Telesur en Tegucigalpa, Adriana Sívori, ao declarar que manifestantes em apoio ao presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, fizeram uma vigília durante toda a noite em que pese o toque de recolher imposto pelo governo de fato dirigido por Roberto Michelleti.

Igualmente, o grupo ─ cada vez mayor ─ intenta dialogar com os militares que se encontram nas aforas da Casa Presidencial armados e apontando para eles, segundo declarou Sívori, ao pedir-lhes que não atraiçoem a sua pátria.

Apesar da chuva, os militares se mantêm armados nos tanques militares de frente a um povo que luta pela democracia de seu país e pelo retorno do presidente eleito democraticamente.

Sívori indicou que se evidenciam movimentos militares, que têm cercado o lugar com automóveis e tanques.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Notícias

 


HondurasCentrais operárias de Honduras irão a paralisação nacional a partir desta terça-feira

Caracas, 29 Jun. ABN ─ As centrais operárias e sindicatos de trabalhadores do setor público convocaram uma paralisação nacional a partir desta terça-feira em Honduras, em protesto contra o governo de fato imposto à raiz do golpe de Estado de que foi vítima o presidente da nação centro-americana, Manuel Zelaya.

Assim informou Carlos Eduardo Reina, líder do Partido Liberal Quarta Urna, principal movimento promotor da consulta que provocou a ação ilegal da direita hondurenha.

Reina esclareceu que a decisão comum surgiu de uma reunião realizada nesta segunda-feira entre os setores de trabalhadores.

"Neste momento acaba de culminar uma reunião fundamental entre os cabeças de todas as centrais operárias, de todas as confederações de sindicatos e de todos os sindicatos dos empregados públicos. Tomaram uma decisão comum de convocar a paralisação nacional, a efetuar-se a partir de amanhã (terça-feira)", explicou.

O político hondurenho denunciou que as convocatórias não puderam ser transmitidas com a rapidez desejada em consequência do cerco mediático imposto pelo governo ilegítimo, que cortou inclusive a difusão das cadeias de televisão norte-americanas.

"Não pudemos escutar notícias até a apenas uma hora e meia, quando o próprio embaixador dos Estados Unidos pediu ao governo de fato que restabelecesse as comunicações da cadeia norte-americana CNN que, apesar de não estar sendo objetiva, está transmitindo cada vez mais o que está ocorrendo aqui, razão pela qual as pessoas estão perdendo o medo e se somando à  convocatória ao Palácio Presidencial", disse.

Reina sustentou que na jornada, o perímetro ocupado pelos manifestantes em frente ao Palácio Presidencial já supera 20 quadras ao redor e segue em aumento em que pese todas as restrições de comunicação que tiveram que enfrentar.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasCobra primeira vítima assomada golpista em Honduras

Raimundo López

Tegucigalpa, 29 (PL) Um manifestante hondurenho morreu hoje atropelado por um caminhão militar nas imediações da empresa de telecomunicações Hondutel, numa área próxima à zona dos protestos contra o golpe de Estado que depôs o presidente Manuel Zelaya.

Segundo declarou a Prensa Latina o secretário geral da Federação Unitária dos Trabalhadores de Honduras, Juan Barahona, o cidadão recebeu fortes lesões após ser impactado pelo veículo, e pereceu pouco depois, momento em que se converteu na primeira vítima fatal da assomada golpista.

O incidente se produziu no primeiro dia da paralização cívico nacional, convocada pela Frente de Resistência Popular, e no qual participam centrais sindicais, organizações camponesas e estudantis.

Nesta segunda-feira os protestos se estenderam a várias cidades do interior do país, entre elas San Pedro Sula, Tocoa e Progreso, segundo informes dos organizadores das manifestações.

Em San Pedro Sula, o ativista Alex Ramos informou que ganham intensidade as manifestações na cidade, onde o Exército só custodia o jornal La Prensa e os pontos de cobrança de pedágio nas estradas.

Forças policiais vigiam os participantes nas concentrações, embora até o momento não se tenham arremetido contra eles.

Grupos opostos ao golpe de Estado, foram atacados em Progreso por um partidário do presidente de fato imposto pela assomada militar, Roberto Micheletti, oriundo dessa urbe.

Em Tegucigalpa, centenas de pessoas se mantêm nas imediações da Casa Presidencial, em cujas aforas continua um intenso ir e vir de soldados, apoiados por vários veículos blindados.

A situação nesta capital é muito tensa pelo incremento da presença militar na zona e a continuação da afluência de manifestantes que protestam contra a assomada golpista.

 

Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina

Fonte: Prensa Latina

 


Confirmada morte de trabalhador de Hondutel em ocupação militar

Tegucigalpa, 29 Jun. ABN ─ Na tarde desta segunda-feira foi confirmada a morte do jovem trabalhador Rosel Ulises Peña, da empresa de telecomunicações da República de Honduras, Hondutel.

O jovem de 30 anos foi atropelado por um veículo militar durante a ocupação que membros do exército hondurenho realizaram pela força da sede da empresa estatal, no setor Miraflores de Tegucigalpa, capital de Honduras.

Freddy Fernández, enviado especial de ABN em Tegucigalpa, informou que Peña foi atropelado brutalmente ao colocar-se na via em que transitava o veículo militar, no momento em que, com os braços para o alto, intentou persuadir os efetivos para evitar a ocupação forçada da empresa.

A tomada de Hondutel foi parte das ações violentas dos militares insurrectos durante o golpe de Estado perpetrado nesse domingo contra o governo legítimo de Manuel Zelaya na República de Honduras.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


Manuel Zelaya, Presidente Constitucional de Honduras
Manuel Zelaya, Presidente
Constitucional de Honduras
Agradece Zelaya
decisivo respaldo da ALBA contra os golpistas

Managua, 29 jun. (PL) ─ O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, agradeceu hoje o forte respaldo dos países da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), frente aos golpistas ilegalmente instalados no domingo em seu país.

A proclama, adotada pelo Conselho Presidencial da Alba, coloca a decisão unânime de exigir o incondicional retorno de Zelaya a suas funções como legítimo mandatário.

Também as nações membros da ALBA acertaram reduzir à mínima  expressão sua presença diplomática em Tegucigalpa, a capital hondurenha, enquanto dure o governo de fato.

Só reconhecemos em nossos territórios os representantes diplomáticos hondurenhos designados pelo presidente constitucional e legítimo da nação, e em nenhum caso os que possam ser nomeados pelo executivo golpista.

O mandatário hondurenho qualificou essas e outras medidas aprovadas pela ALBA como pronunciamentos que expressam a autenticidade, a convicção e a força desse mecanismo de integração solidária de nossos povos. Os pronunciamentos da ALBA ante o mundo nos levam à convicção de que ainda existem possibilidades para que a força do povo, a democracia e o humanismo sejam os nortes de uma sociedade moderna no século XXI, avaliou o dignatário centro-americano.

 

Fonte: Prensa Latina

 


Manuel Zelaya, Presidente Constitucional de Honduras
Manuel Zelaya, Presidente
Constitucional de Honduras

Zelaya condena golpe contra América e Humanidade

Managua, 29 jun. (ABI) ─ O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, condenou nesta segunda-feira o golpe de Estado perpetrado em seu país, que assegurou ser um golpe de Estado contra os povos da América e a humanidade, ao falar durante a reunião extraordinária da ALBA.

Esse atentado perpetrado contra Honduras fala mal do homem e da humanidade, assinalou Zelaya, que enfatizou que só vale a pena viver se for para por limite e ordem à barbárie humana, reportou Prensa Latina.

Zelaya chegou a Manágua para assistir a uma cúpula extraordinária da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) com o propósito de analisar a situação golpista criada no país centro-americano.

As elites do meu país, continuou Zelaya, se vou ao Norte me aplaudem, sem embargo, se vou ao Sul a reunir-me com os povos pobres me dão um golpe de Estado.

Honduras tem um povo nobre que está manifestando-se nas ruas, enquanto os militares cancelaram os meios de comunicação e criam um estado de sítio na nação, precisou o mandatário.

Em Honduras há um só presidente e é o que está na frente de vocês, remarcou quem foi aplaudido por Daniel Ortega, Hugo Chávez, e Rafael Correa, mandatários de Nicarágua, Venezuela e Equador, respectivamente, assim como pelo chanceler cubano Bruno Rodríguez.

Ao rememorar o sequestro violento às 5 e 30 da  madrugada indicou que disse aos militares armados que disparassem porque não permitiria uma ofensa a mais de soldados de minha pátria.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Notícias

 


Honduras Hondurenhos mantêm protestos nas ruas de Tegucigalpa

Raimundo López

Tegucigalpa, 29 jun. (PL) ─ Várias centenas de hondurenhos continuam reclamando hoje nas ruas desta capital a restituição do presidente Manuel Zelaya, em que pese o toque de recolher decretado pelo governo de fato.

Os manifestantes cercam as imediações da Casa Presidencial, a maioria deles deslocados na avenida Juan Pablo II, em aberto desafio à medida de exceção, aplicada pelos golpistas entre as 21.00 e as 06.00 hora local, para impedir que o povo continue os protestos e sua justa reclamação pelo regresso do presidente legítimo.

Uma grande fogueira se mantém ativa a uns 500 metros do palácio de governo, enquanto jovens do Partido Unificação Democrática e de outras organizações opostas ao golpe levantaram barricadas nos principais acessos à área dos protestos.

De uma caminhonete com alto-falantes localizada na frente do palácio presidencial, líderes populares continuam exigindo o retorno imediato de Zelaya à casa de governo, custodiada por dezenas de soldados armados com fuzis e ataviados com meios anti-motins.

Vários veículos blindados foram colocados à entrada do palácio, na Praça Morazán, de onde os uniformizados fizeram vários disparos ao ar, em meio à chuva, pouco antes das 19.30 hora local.

"Queremos Mel", "Não ao golpe de Estado", são algumas das frases que brotam dos alto-falantes e chegam até a casa de governo, ocupada pelos golpistas.

"Vamos nos manter esta noite, amanhã e todo o tempo que seja necessário, até que o presidente Zelaya regresse", assegurou a Prensa Latina o presidente da Federação Unitária dos Trabalhadores de Honduras, Juan Baraona.

Nesse domingo, organizações políticas e sociais criaram a Frente de Resistência Popular, que convocou a cidadanía a uma pararalização cívica, na qual participarão a partir desta segunda-feira centrais sindicais, organizações camponesas e estudantis.

 

Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina

 

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasForças populares hondurenhas convocam greve geral

Caracas, 28 Jun. ABN ─ As forças populares hondurenhas convocaram a partir desta segunda-feira uma greve geral permanente em apoio à constitucionalidade do Presidente da República Manuel Zelaya, que neste domingo foi objeto de um golpe de estado, orquestrado por uma conspiração político-militar avalizada pelo Congresso Nacional Hondurenho.

A representante do Sindicato de Trabalhadores do Registro Nacional de Pessoas, Maritza Somoza, informou que a iniciativa está respaldada por todos os trabalhadores do país centro-americano, pelas confederações e pelas organizações de âmbito laboral de Honduras.

Somoza destacou que o setor laboral do país possui uma profunda motivação para respaldar o Presidente Constitucional de Honduras, devido a que o governo de Zelaya foi o único que outorgou dignidade aos trabalhadores hondurenhos.

"É a primeira vez que um Presidente nos dá dignidade", enfatizou Somoza, que ademais destacou que em resposta a essa condição digna reivindicadora outorgado pelo governo constitucional de Manuel Zelaya, a bandeira do povo hondurenho agora será a convocatória de uma Assembléia Nacional Constituinte.

A respeito, referiu: "A bandeira do povo hondurenho já não será a consulta, na qual estávamos participando de maneira simbólica, senão que agora será a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. (...) Porque agora o que queremos é um governo que esteja diretamente nas mãos do povo".

A resistência e a condenação do golpe de Estado contra o Presidente Zelaya, inclui ademais a familiares e amigos do resto dos países da região, que manifestaram sua disposição de trasladar-se até a irmã República de Morazán em prol de apoiar o Presidente Constitucional de Honduras.

Essas ações refletem ─ expressou Somoza ─ o despertar do povo hondurenho.

A respeito, destacou: "Este povo fora apático e nunca vimos as pessoas responderem dessa forma".

A representante sindical referiu que, enquanto por um lado a força social mais importante do país como é o fator laboral desempenha ações em apoio ao Presidente Zelaya, a burguesia foge do país, retirando seus filhos e distanciando seus  interesses econômicos.

Sobre este ponto, mencionou que, pese a que o Governo constitucional perdoou uma dívida de mais de 8 mil 700 milhões de lempiras (moeda de Honduras), concentradas em diversas empresas privadas, a burguesia hondurenha não reconhece a violação do direito constitucional que se produziu contra o único Governo, legítimo ademais, que lhes exonerou de tão majestosa dívida sem prejuízo de seus interesses como geradores de capital.

Somoza indicou que a cifra real de 8 mil 798 milhões de lempiras de dívida de empresas privadas, está registrada numa lista que possuem os trabalhadores da eletricidade de Honduras.

 


HondurasMinistros e funcionários leais encabeçam resistência pacífica em Honduras

Caracas, 28 Jun. ABN ─ O ministro da Presidência de Honduras, Enrique Flores Lanza, anunciou que, junto com funcionários do governo do Presidente José Manuel Zelaya, encabeçará a resistência pacifica nacional que se articula em diversos municípios de Honduras para reverter o golpe de Estado perpetrado pela cúpula militar nesse país.

Em contato telefônico com a CNN, o ministro da Presidência hondurenho qualificou o golpe de Estado como um "ato criminoso e covarde contra a democracia".

Simultaneamente, referiu que o povo hondurenho rechaça este ato e se realizam concentrações e mobilizações nos parques e nas praças municipais de Honduras.

Destacou que em frente do Palácio de Governo em Tegucigalpa permanecem mais de 10 mil pessoas, que exigem dos militares golpistas o retorno do presidente José Manuel Zelaya.

Do mesmo modo, especificou que se somam às mobilizações populares organizações de professores, centrais operárias e camponesas, em rechaço ao golpe de Estado.

"Toda a comunidade internacional, e o que é mais importante, o povo, só reconhecem o governo legitimamente eleito do Presidente Zelaya", remarcou o funcionário.

Com relação à suposta renúncia do Presidente Zelaya, apresentada pelo secretário do Congresso de Honduras, José Saavedra, para tirar de seu cargo o Presidente Zelaya e nomear como presidente interino o presidente do Parlamento, Roberto Micheletti, reiterou que o Chefe de Estado não renunciou.

"Ol Presidente Zelaya não renunciou, eu conheço sua assinatura, e lhes posso garantir que essa não é a assinatura do Presidente. Posso garantir que ele prefere morrer antes de dar-lhe o gosto a esses covardes", expressou Enrique Flores Lanza.

Disse que qualquer outro "como este senhor do Congresso Nacional, que pretenda ser o Presidente de Honduras, não é nada mais que um vil usurpador".

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


Honduras

Honduras: Prepara-se Golpe de Estado

Diante da comunidade nacional e internacional, o Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras, COPINH, denuncia a intenção golpista perpetrada na noite de 24 de junho 2009 contra o governo constitucional de Manuel Zelaya Rosales e o povo hondurenho e as suas mais importantes aspirações. Este ato é uma reação desesperada da direita e seus aliados para frear a vontade popular de buscar vias democráticas para a transformação nacional.

A direita reacionária tentou freneticamente parar a Consulta Nacional a ser realizada em 28 junho deste ano e onde se perguntará à sociedade hondurenha se esta concorda em se instalar uma Quarta Urna nas eleições gerais de novembro para convocar uma Assembléia Nacional Constituinte, com vistas à elaboração de uma nova Constituição.

Esta ofensiva golpista foi planejada e executada de maneira articulada entre os fascistas, o  Congresso Nacional, a mídia e seus proprietários, o Ministério Público, os empresários mais poderosos do país e as Forças Armadas, que têm atuado em franco desacato às decisões do poder executivo; por isso denunciamos que o exército tem assumido um papel semelhante ao dos anos oitenta, quando servia de instrumento de repressão e de desestabilização. Nesta campanha, um ato de agressão contra o povo hondurenho, setores conservadores se juntaram às fileiras de igrejas evangélicas e católicas, que têm negociado, encorajado e justificado os atos de conotação golpista.

Também denunciamos a interferência e a participação do governo dos EUA e seu embaixador em Honduras. Alertado de antemão dos fatos aqui denunciados, abandonou o país e chamou os dirigentes do Banco Mundial, FMI e outras instituições em torno do governo estadunidense a também abandonarem o país, demonstrando, assim, a sua conivência com as forças golpistas.

Chamamos as bases do COPINH hondurenho e o povo em geral a se mobilizar em suas comunidades, aldeias ou cidades, especialmente em Tegucigalpa, para expressar seu repúdio e indignação. Alertamos para que não se deixem intimidar pela campanha midiática terrorista desencadeada contra a vontade e expressão do povo e seu direito de pensar e querer um novo país, com justiça e eqüidade.

Fazemos um apelo à comunidade internacional a manifestar-se contra esta agressão contra o povo hondurenho e expressar sua solidariedade e apoio para que não violem os direitos humanos do povo hondurenho.

Chamamos a intensificar a luta organizada para instalar a Assembléia Nacional Constituinte Democrática e Popular, agora, neste momento histórico de nossa pátria.

Finalmente, o COPINH reconhece como único Presidente Constitucional da República a Manuel Zelaya Rosales. Por isso, rejeitamos qualquer "substituto" imposto pelos poderes oligárquicos e imperialistas.

Com a força ancestral de Iselaca, Lempira e Etempica se levantam nossas vozes de vida, justiça, dignidade, liberdade e paz.

Cidade de La Esperanza, Intibucá, 24 de junho de 2009

Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras - COPINH

 


Manuel Zelaya
Manuel Zelaya
Zelaya agradece apoio da comunidade internacional

Caracas, 26 Jun. ABN ─ "Quero agradecer a José Miguel Insulza (Secretário Geral da OEA) e a todos os países porque se logrou com unanimidade uma resolução de respaldo a meu Governo, a minha democracia, a meu povo, ante os intentos de interromper o processo democrático", assinalou o Presidente de Honduras Manuel Zelaya durante uma entrevista concedida a Telesur.

Nesta sexta-feira, a OEA aprovou por unanimidade uma resolução mediante a qual respaldou o pedido do Executivo de Tegucigalpa para defender a institucionalidade e a democracia no país centro-americano.

Resolveu-se ademais instruir o Secretário Geral do organismo José Miguel Insulza para que envie uma comissão especial para que analise os fatos.

O mandatário hondurenho também destacou a posição da ALBA, que num comunicado apoiou seu Governo e considerou como muito positiva a notícia da adesão de três novos membros ao grupo.

"ALBA manifestou seu apoio. Sabemos que se incorporou Equador, San Vicente e as Granadinas e Antigua e Barbuda. Muito positiva essa notícia, porque é uma nova organização com princípios socialistas que surgiu em nossa região", declarou.

Sobre a destituição por desacato do Chefe do Estado Maio, Romeo Vasquez, Zelaya disse que enquanto ele não nomeia seu substituto o militar seguirá ocupando seu cargo.

"Ele já foi suspenso de seu cargo (...) enquanto eu não nomeie outra pessoa ele está em seu cargo", explicou.

A desobediência de Vásquez foi catalogada por Zelaya como "um retrocesso em questão de minutos".

Zelaya foi objeto de um intento de golpe de Estado técnico de parte do Congresso nacional, membros das Forças Armadas e da Corte Suprema de Justiça de seu país.

Esses poderes públicos e militares de Honduras se opuseram ao chamado a una consulta popular, avalizada pela assinatura de mais de 500 mil cidadãos hondurenhos, para a convocatória da instalação da Assembléia Nacional Constituinte, desconhecendo-se o chefe de Estado desse país no processo.

A consulta, que se levará a cabo no próximo domingo, foi declarada nesta quinta-feira "inconstitucional" pelo Congresso de Honduras, órgão legislativo que ademais pediu às Forças Armadas para não distribuir o material eleitoral para esse processo popular.

Por desacato às ordens de começar a distribuir o material eleitoral para a consulta popular que se desenvolverá no domingo próximo, Zelaya, na qualidade de comandante em Chefe das Forças Armadas de Honduras, destituiu de seu cargo ao chefe do Estado Maior Conjunto desse país centro-americano, Romeo Vásquez.

Posteriormente, em desconhecimento da decisão presidencial, na Corte Suprema de Justiça, a magistrada hondurenha Rosalinda Cruz ordenou a imediata restituição de Vásquez em seu cargo à frente das Forças Armadas.

 

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 

 
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3 Comments

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  1. Caros companheiros, A situação é muito pior. Em minha opinião, devemos convocar uma força militar continental para estabilizar Honduras. Punir Michelleti e demais golpistas, de modo severo.
  2. Venho neste momento, protestar contra o golpe de estado fascita contra o povo de Honduras. Conclamo todos os trabalhadores do mundo inteiro a prestar solidadariedade a este povo heróico! Nós não podemos ficar indeferentes, hoje são os Hondurenhos, amanhã pode ser contra nossa nação. VIVA A DEMOCRACIA, ABAIXO AS DITADURAS!!! A SUPOSTA LEGALIDADE FASCISTA DA JUIZA ROSALINDA CRUZ DEVE SER CONTESTADA. Mário Lima
  3. O PSol tem que urgentemente oficializar uma declaração clara e contundente de repúdio a tal brutalidade, colocando-se ao lado do povo hondurenho. Essa declaração tem que alertar que amanhã pode ser aqui e chega de assassinato, de tortura e de tapar a nossa boca.

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