Obama reconheceu necessidade de reconstruir EEUU após 2 anos de declínio PDF Imprimir E-mail
Internacional
ABN   
Sex, 07 de novembro de 2008 20:12
Barack ObamaCaracas, 7 de novembro. ABN. ─ Barack Obama, presidente eleito dos Estados Unidos, pediu ajuda à sociedade norte-americana para reconstruir o país, nação que tem sido vítima de um declínio econômico-social que começou há 2 anos e que tem como ponto mais agudo a crise financeira e econômica mundial.

Assim se expressou o vice-presidente do Grupo Venezuelano do Parlamento Latino-americano (Parlatino) deputado Carolus Wimmer, ao se referir à vitória do candidato democrata Barack Obama, novo presidente dos Estados Unidos a partir do próximo 20 de janeiro.

Sobre a situação, ressaltou que Obama foi capaz de reconhecer a necessidade de implantar profundas mudanças no sistema, alheias às políticas do atual presidente George W. Bush, que só trouxeram graves conseqüências para a sociedade e a economia norte-americana.

“A eleição de Obama como presidente dos EEUU é uma inflexão na história desse país. É o começo de uma nova era; sem embargo, não quero idealizar a situação, nem ser parte da Obamamanía, nem tampouco brindar-lhe meu mais cálido apoio, mas esperar para ver suas ações”, manifestou Wimmer.

Nesse sentido, recordou que, quando Condoleezza Rice assumiu o cargo de secretária de Estado  esperava-se grandes mudanças, mas finalmente Rice cedeu diante do sistema da ultradireita capitalista, promovendo guerras e agressões em todo o mundo.

“Um homem só, sem apoio econômico, não faz mudanças profundas num país. Recordemos que recebeu grande apoio financeiro durante sua campanha (...) Primeiro aplastou Hillary Clinton e logo fez o mesmo com o próprio Jonh McCain, então ficam muitos sinais de interrogação em sua eleição, porque o mais seguro é que aqueles setores que o apoiaram agora queiram passar-lhe a fatura pelos favores outorgados”, explicou o deputado.

É por isso que sinalizou não querer demonstrar júbilo nem impor-se preconceitos sobre Obama, porque recorda como homens idealistas da talha de John F. Keneddy, Robert Keneddy e Martin Luther King, entre muitos mais, quiseram implementar mudanças, mas o mesmo sistema estadunidense não deixou.

Obama reconheceu durante sua campanha a necessidade de reconstruir a infra-estrutura nacional de transporte, o sistema de estradas, pontes, caminhos, portos, aeroportos e trens, reforçar a capacidade de competição a longo prazo e brindar garantia de crescimento à economia.

Do mesmo modo, alegou que um programa federal de investimentos sólidos na infra-estrutura fortalecerá a economia estadunidense e gerará pelo menos um milhão de empregos a mais nos Estados Unidos, num momento em que o setor da habitação e o da construção se debilitaram.



Carolus Wimmer sustenta que Obama pretende dar continuidade à política de segurança de Bush

Caracas, 7 de novembro. ABN.─ Existe a possibilidade latente de que o recém eleito presidente dos Estados Unidos Barack Obama pretenda seguir la mesma linha política de segurança de Estado da administração Bush, ainda quando manifestou suas intenções de retirar as tropas militares do Iraque, sustentou o vice-presidente do Grupo Venezuelano do Parlamento Latino-americano (Parlatino) deputado Carolus Wimmer.

Recordou que desde algumas semanas muitas miradas se dirigem também ao atual secretário de Defesa Robert Gates, do qual se diz que poderia permanecer em seu posto, a cargo do Pentágono, devido aos elogios recebidos de parte de alguns dos assessores de Obama.

“Obama deve decidir se finalmente aprofunda ou detém as guerras em marcha no Meio Oriente, porque teve muitas contradições em seu discurso (...) A princípio disse que retiraria as tropas do Iraque, mas logo agregou que poderia enviar mais com o tempo ao Afeganistão para finalmente ganhar a guerra”, comentou.

Em tal sentido, destacou que os norte-americanos já estão cansados de tantos compatriotas caídos em guerra, as cifras oficiais refletem que tão só no Iraque morreram quase 4 mil 200 soldados, mais outros 600 no Afeganistão ─ com grandes expectativas de que esta última cifra aumente ─ ademais de uns 30 mil lesados aproximadamente.

“Recordemos também que Obama manifestou seu apoio a Israel, um país gerador de conflitos. Então onde está sua visão de paz”, enfatizou Wimmer.

Apontou que agora o presidente George W. Bush deveria levar em conta a palavra de Obama nos últimos dois meses de gestão que lhe sobram, para evitar deixar em pior estado a nação.

“Bush deve reconsiderar o possível ataque ao Irã, porque poderia significar um contra-ataque energético como medida de represália por parte dos países petroleiros. Isso foi entendido por Obama, e por isso arrolou a possibilidade de diálogo com esta nação do Oriente Médio”, acrescentou.


Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
 
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