A Cuba de todos PDF Imprimir E-mail
Internacional
Javier Rodríguez   
Ter, 02 de fevereiro de 2010 14:49

CubaHavana (PL) - O Encontro de Cubanos Residentes no Exterior que acaba de celebrar-se em Havana ratificou o avanço evidente no desenvolvimento da normalização dos vínculos entre Cuba e seus emigrantes.

Mais de 450 representantes da comunidade cubana no exterior proveniente de 42 países discutiram durante três dias no Palácio das Convenções, na capital, convocados para debater sobre temas que atraem o interesse de todos eles e também os afetam.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos vigente há meio século, a manutenção em prisões norte-americanas de cinco antiterroristas cubanos denunciada como injusta, as propostas de Cuba no âmbito migratório, foram alguns dos assuntos.

Outra questão muito atual para os cubanos residentes na Ilha e fora dela se refere à chamada luta contra o terrorismo agora desfraldada pelos Estados Unidos para estabelecer medidas aduaneiras especiais para quem viaja a seu território procedentes de Cuba.

O argumento defendido por Washington, inaceitável para todas as partes, é uma suposta vinculação de Cuba com o terrorismo e sua inclusão por esse motivo numa impugnada lista do Departamento de Estado.

Durante o Encontro se condenou especialmente esta atitude da Casa Branca tendo em conta que, precisamente Cuba, tem sido durante muitos anos vítima principal das atividades terroristas originadas em solo norte-americano e tem lutado contra elas.

É por isso que um dos acordos da reunião foi demandar a libertação dos cinco antiterroristas presos nas cárceres dos Estados Unidos por infiltrar-se nos grupos terroristas da Flórida para evitar novas ações desse tipo contra seu país.

Os emigrantes se uniram ao coro de vozes que de muitos países do mundo reclamam essa libertação e ao mesmo tempo, repudiam "o amanho legal que mantém impune em território norte-americano ao assassino confesso de dezenas de cubanos, Luis Posada Carriles".

A Declaração Final do evento criticou que, apesar das promessas de mudança em sua política para Cuba, os Estados Unidos só anunciaram medidas muito limitadas e mantém vivo o bloqueio ao qual qualificaram de obsoleto e condenado pela comunidade internacional.

Exigimos do governo norte-americano o levantamento imediato e incondicional do bloqueio contra nosso povo e a devolução a Cuba do território da base naval de Guantánamo, reza um dos acordos.

Colocaram, além disso, o profundo orgulho de ser cubanos e estar hoje na terra que os viu nascer e aprovaram um plano de ação destinado a continuar mobilizando as associações de residentes em cada país para seguir estreitando os laços com a nação de origem.

Os pronunciamentos de Ricardo Alarcón, presidente do Parlamento, na clausura do Encontro, evocaram o histórico pertencimento da emigração a sua pátria e a transcendência de seu acionar em defesa da identidade nacional.

A emigração foi sempre parte essencial da nação cubana e de sua afanosa busca da independência e da justiça, apontou Alarcón.

Rememorou o primeiro interesse dos Estados Unidos de anexar Cuba no passado mais distante e a agressiva atitude após achegada ao poder da revolução, resistindo a tudo o sentimento e o esforço do próprio povo.

Se a Pátria sobreviveu, se fomos capazes de resistir, se apesar de tudo avançamos é, em primeiro lugar, pela vontade patriótica de nosso povo. Patriotismo houve e há, e muito, nesta Ilha e na emigração, sublinhou.

Finalmente, colocou para os assistentes que "onde quer que forem com vocês irá Cuba, a Pátria viverá sempre em qualquer lugar onde haja um patriota disposto a viver e a morrer por ela".

O Encontro foi um passo a mais num vínculo muito forte existente sob o histórico conceito de que a Pátria é de todos os que lutam por ela.

Javier Rodríguez é chefe da Redação Nacional de Prensa Latina.

 

 
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