Meu amigo Josef Weydemeyer, morto prematuramente, propunha-se a publicar, a partir de 1º de janeiro de 1852, uma revista política hebdomadária em Nova Iorque. Ele me pediu para escrever para essa publicação a história do golpe de estado. Fiz chegar até ele, todas as semanas, até meados de fevereiro, artigos intitulados "O 18 brumário de Louis Bonaparte".
Emrecenteartigo – Umcontinentesemteoria – José Luis Fiori nos oferece uma brevíssima e curiosahistória das ideias na América Latina destinada a espetar o liberalismoquesempre se contentou emrepetirnostrópicos as teorias “cosmopolitas” quecomfrequência colonial aqui se reproduzem. Contudo, neste breveartigo, Fiori adere ao esportenacional preferido pelaintelectualidadepaulista: a crítica à interpretaçãomarxista da dependência e o elogio velado “à escolapaulista de sociologia”, especialmente àquela vinculada ao nome de Fernando Henrique Cardoso.
Ao avaliar a crise internacional e as propostas da esquerda frente à catástrofe que se forma no mundo contemporâneo, Eric Toussaint apresenta duas esquerdas diferentes e diz que ambas propõem rumos distintos para resolver o emaranhado que se formou nos últimos anos.
Em entrevista publicada na edição de janeiro deste ano da revista inglesa Socialist Review, o filósofo marxista húngaro István Mészàros analisa a natureza da atual crise econômica mundial – que para ele é a maior da história, “em todos os sentidos”. Mészàros também tece duras críticas àqueles que defendem a aplicação de medidas “keynesianas” ou a regulação do capital como solução para essa turbulência. Para ele, “a única solução possível é encontrar a reprodução social com base no controle dos produtores.”
A publicação deste ensaio de 1982 restitui a autoria do texto a seu autor. Leandro Konder analisa aqui as relações sempre complexas entre liberais e democratas, mas também entre os comunistas e a democracia. Antevê uma renovação que fortaleceria os liberais do habeas corpus em detrimento dos liberais da especulação imobiliária; e que também superaria o desvio stalinista, reconciliando os comunistas com os valores libertários. Infelizmente a hegemonia neoliberal veio frustrar, por ora, os prognósticos desse intelectual comunista. Quem sabe a crise do neoliberalismo não projete novos horizontes para as esperanças de Leandro Konder?
No Globo (16/12/2008), Ali Kamel publicou um interessante artigo, no qual comenta o livro “Memórias de um intelectual comunista”, de meu querido amigo Leandro Konder. Ao evocar a trajetória intelectual e política de Leandro, Kamel se refere também à minha trajetória, detendo-se em particular num velho ensaio que publiquei há trinta anos, “A democracia como valor universal”.
No mundo atual, boa parte da batalha das idéias que se trava entre as diferentes forças sociais centra-se na tentativa de definir o que é democracia, já que essa forma de regime político é hoje reivindicada por praticamente todas as correntes ideólogicas, da direita à esquerda. Ora, nem sempre foi assim.
Ao contrário do que supõem os conservadores e alguns ex-marxistas hoje “arrependidos”, o colapso do chamado “socialismo real” não significou o fim da reflexão que se inspira em Marx e na tradição marxista. Decerto, este colapso representou a crise terminal de uma específica leitura de Marx, o chamado “marxismo-leninismo”, que não passava na verdade de um hábil pseudônimo para stalinismo.
O Manifesto do Partido Comunista é, certamente, o texto mais conhecido e lido de Marx e Engels. Escrito em final de 1847 e publicado sem assinatura no início de 1848, ele foi provavelmente redigido apenas por Marx, que se utilizou para isso de um esboço preliminar elaborado por Engels, intitulado Princípios do comunismo. O texto lhes fora encomendado pela Liga dos Comunistas (antes chamada de Liga dos Justos), na qual militavam, um pequeno agrupamento de exilados alemães com sede em Londres.
Na quinta-feira, 6 de novembro, a TV Socialismo e Liberdade foi ao campus Praia Vermelha da UFRJ entrevistar o professor Carlos Nelson Coutinho, diretor da editora universitária e um dos fundadores do PSOL.
O termo ideologia tem um amplo espectro de significados históricos, do sentido intratavelmente amplo de determinação social do pensamento até a idéia suspeitosamente limitada de disposição de falsas idéias no interesse direto de uma classe dominante. Com muita freqüência, refere-se aos modos como os signos, significados e valores ajudam a reproduzir um poder social dominante, mas também pode denotar qualquer conjuntura significante entre discurso e interesses políticos.
O pesquisador britânico marxista, considerado um dos historiadores mais influentes do século 20, disse à BBC que o maior perigo da crise financeira mundial é que se trata de fim de era e não se sabe o que virá