Usaid: a Agência para a Desestabilização Internacional estadunidense PDF Imprimir E-mail
Comunicação Social
Escrito por ABN   
Qua, 19 de novembro de 2008 09:42

Jean Guy AllardCaracas, 16 Nov. ABN.- Todas as instituições de espionagem estadunidense trabalham em conjunto e em concordância com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, por suas siglas em inglês), uma organização que deveria chamar-se Agência para a Desestabilização Internacional, dada sua implicação em numerosos atos de ingerência na América Latina.

Assim destacou o jornalista e escritor canadense residente em Cuba Jean Guy Allard, quem se encontra no país dada sua participação na Conferência Internacional: Revolução e Intervenção na América Latina, que se desenrolou em Caracas nos dias 14 e 15 de novembro.

“Sob seu suposto rol humanitário, a Usaid participa na busca de informação, propagação de falsas notícias, subversão, captação de agentes, criação de grupos opositores e mercenários, golpes de Estado e de toda uma série de tarefas destinadas ao desenrolar, estender e apoiar as atividades de ingerência do poder imperial na América Latrina”, explicou.

Allard indicou que a Usaid desestabiliza sob o disfarce de ajuda humanitária, com o apoio de organizações não governamentais como Repórteres Sem Fronteiras, Human Right Watch e a Sociedad Interamericana de Prensa.

“Todas formam parte de um sistema de espionagem mantido por Washington, que se move à base de sequestros, assassinatos, conspirações de todo tipo, magnicídios, missões secretas e atentados na região latino-americana”, enfatizou o jornalista canadense.



EEUU tem 16 agências de espionagem e 300 mil agentes secretos em todo o mundo

Caracas, 16 Nov. ABN.- Estados Unidos conta com uma gigantesca maquinaria de ingerência universal, manejada de forma muito conservadora, e conformada por 16 agências de espionagem, 300 mil agentes secretos e uma dotação ou orçamento de 30 bilhões de dólares, uma quantidade de dinheiro muito superior à renda de vários países do terceiro mundo.

Assim denunciou o escritor e jornalista canadense Jean Guy Allard, de visita à Venezuela, onde participou da conferência internacional Revolução e Intervenção na América Latina

Qualificou a Administração de Drogas e Narcóticos (DEA, por suss siglas em inglês), como uma agência de espionagem e não de luta antidrogas.

Acrescentou que a DEA conta com um orçamento de quase três bilhões de dólares, distribuído em 86 escritórios no âmbito mundial, localizados em 62 países e com a colaboração de uns cinco mil oficiais.

“A DEA, um organismo que supostamente defende e combate o tráfico de narcóticos, o faz desde o país que mais droga consome no mundo, onde mais dinheiro da droga se lava secretamente, e onde preferivelmente se prendem delinqüentes de esquina, dando-se prioridade a negros e latinos, antes que a um capo”, explicou Allard.

“Um dado curioso: a DEA tem seu quartel general em Arlington, Virgína, junto ao da Agência Central de Inteligência estadunidense (CIA) e ademais sua academia está localizada em uma base de marines, também em Virgína, junto ao Escritório Federal de Investigação (FBI)”, ressaltou.

Assim mesmo, agregou que essas instituições se encarregam das chamadas operações psicológicas e paramilitares, cuja responsabilidade o Departamento de Estado sempre nega, ainda quando são os autores de uma inumerável quantidade de crimes, que marcam as páginas mais sangrentas da história do continente.

“Seu único propósito é a dominação do mundo, e em especial da América Latina, em favor do grande capital (...) Por isso devemos aplaudir nações como Venezuela e Bolívia, que de maneira exemplar resistem em nome de sua libertade, soberania e justiça social”, pontualizou o jornalista canadense.


Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias