Estreou semana passada na Current TV nos EUA e no dia 27 de maio no Reino Unido o filme 'Censurados no Brasil'. O título pode causar estranheza aos distraídos, mas reflete com fidelidade a situação vigente nos meios de comunicação de massa do Brasil. Não se trata, obviamente, de uma censura legal, senão que real. É corolário de uma perversa e absoluta falta de transparência e debate democrático na mídia brasileira. Resulta daí a desinformação mais interessada sobre questões de relevância pública.
A BATALHA DA MÍDIA reúne ensaios que discutem o papel da comunicação na luta pela hegemonia política e cultural na sociedade contemporânea. Além de analisar a influência da mídia na propagação dos valores do mercado e o consumismo, Dênis de Moraes analisa experiências que se propõem a democratizar os processos comunicacionais, seja através de políticas públicas inovadoras ou de formas colaborativas e participativas de difusão na Internet.
"Sarney pede desculpas por informação errada sobre auxílio-moradia" foi o título na Folha de S.Paulo. "Sarney vai devolver auxílio-moradia" foi o título no O Globo. Bonito. Que íntegro homem público o presidente do Senado, ultimamente voltado a denunciar a "ditadura" na Venezuela, ele que se locupletou com duas décadas de absoluta servidão à ditadura consequente do golpe contra João Goulart, em 1964...
Deve ser íntegro, porque durante dois anos vinha recebendo, sem ter direito - principalmente nos últimos meses, quando, para além da própria residência em Brasilia, ainda contava com as mordomias infindáveis do palacete destinado ao presidente da Casa - R$ 3.800 reais a mais do que lhe confere o contracheque de Senador, "sem saber".
A Rede Globo prestou um grande desserviço à sociedade ao apresentar no seriado “Força Tarefa”, no dia 7, o tema milícia. A série, gravada em Rio das Pedras, teve como ator coadjuvante o presidente da Associação de Moradores da comunidade, conhecido como Beto Bomba, um dos indiciados pela CPI das Milícias e investigado pelo Ministério Público.
É difícil encontrar um qualificativo quando se trata de definir ações premeditadas do jornal O Globo, e de boa parte de seu quadro de dirigentes de redação, no sentido de distorcer os fatos da vida real. Sempre, é claro, protegendo seus cúmplices nas altas esferas do grande capital, e procurando difamar os que, na vida pública, se alinham com os interesses dos que vivem do trabalho e do salário.
Não. Não estamos retomando a vergonhosa e parcial cobertura dos episódios relativos a Gilmar Mendes, e o inexplicável habeas corpus a Daniel Dantas, versus a corajosa intervenção do ministro Joaquim Barbosa; ou a operação Satiagraha, conduzida pelo delegado Protógenes. Nesses episódios já ficou bastante claro de que lado se colocou o jornalão. E ficou claro, também, seu fracasso na tentativa de manipulação da opinião pública.
Estamos nos referindo à desonestidade do destaque dado na edição de sábado, 9 de maio, à noticia sobre a utilização de passagens por parte da Senadora Heloisa Helena. [Leia mais...]
Declaração de Heloísa Helena
Heloísa Helena
"Tenho a minha CONSCIÊNCIA ABSOLUTAMENTE TRANQUILA pois TUDO que foi feito durante o meu HONRADO Mandato de Senadora está TOTALMENTE de acordo com a Legalidade Institucional vigente. NUNCA fiz nenhuma Ilegalidade ou Imoralidade na minha vida Pública ou Privada. Repito NUNCA!! NÃO faço parte de nenhum dos Bandos Políticos de Alagoas e Brasília que fazem orgias, políticas e sexuais, com dinheiro público roubado. NUNCA patrocinei passagens aéreas para Marginais que viajam para articular o Propinódromo da Roubalheira do Eixo Alagoas/Brasília." [Leia mais...]
Como velho jornalista, sou da geração em que o patronato da grande mídia tinha profunda preocupação com o que ia na cabeça de seus editores e redatores, “contaminados“ por ideais éticos de que a profissão tinha compromissos com a verdade, com a justiça social e com a independência em relação aos poderes institucionais.
Ao se aproximar os 45 anos do 1º de abril de 1964 e diante de tentativas recentes de revisar a história da ditadura e reconstruir o seu significado através, inclusive, da criação de um vocabulário novo, é necessário relembrar o papel – para alguns, decisivo – que a grande mídia desempenhou na preparação e sustentação do golpe militar.
Jornalista da revista Carta Capital denuncia que programa da TV Câmara que tratava das supostas revelações contidas no computador apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha, foi retirado da página da TV a pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Leandro Fortes escreveu carta dirigida a jornalistas brasileiros relatando o caso e protestando contra a censura.
O governo federal editou no dia 26 de fevereiro norma que proíbe as redes comerciais e as emissoras públicas estaduais de emitirem multiprogramação em suas frequências digitais. Isso impede que um canal digital seja dividido em quatro, sem perda de qualidade dos sinais, uma das vantagens da nova tecnologia.
A crise econômica mundial provoca na Alemanha o fechamento e a venda de meios de comunicação, o que levou ao desaparecimento hoje de dois diários. Os jornais “20 Cent Lausitz” e “20 Cent Saar” foram fundados nos anos 2004 e 2005, respectivamente. Cada um vendia ao redor de 15 mil cópias por dia.
A crise sem precedentes que impacta todos os setores da economíi, das finanças e do comércio dos Estados Unidos, empurrou a porta e penetrou no semanário Newsweek.
Todas as instituições de espionagem estadunidense trabalham em conjunto e em concordância com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, por suas siglas em inglês), uma organização que deveria chamar-se Agência para a Desestabilização Internacional, dada sua implicação em numerosos atos de ingerência na América Latina.